Mulher e cão dormiram três dias no Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá (Foto: Jorge Abreu/G1)
A história da desempregada Flávia de Souza, de 30 anos, e o cachorro Balto repercutiu nas redes sociais. A dupla dormiu por três dias no Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá, e recebia ajuda de funcionários e taxistas do local. O caso chamou a atenção de uma ONG de proteção animal que chegou a mobilizar uma campanha para arrecadar recursos para a mulher e o cão.
Para a Unidade de Proteção ao Animal Costelinha (Upac), Flávia disse que tinha sido deportada da Guiana Francesa, após ter tentado ingressar no território estrangeiro de forma clandestina. Após a repercussão, a ONG informou que recebeu uma ligação do pai da mulher que contestou a versão apresentada por ela em relação à viagem.
"A desempregada teria problemas metais", informou o presidente da ONG Costelinha, Victor Hugo Fernandes. O G1 tentou contato com o pai dela, mas não teve retorno da família.
Antes, a mulher afirmou que veio de Brasília e tinha uma passagem marcada para Londres, onde planejava estudar. Nenhum dos relatos foi confirmado. Com a reviravolta na história, a Upac informou que vai devolver todo o dinheiro arrecado na vaquinha virtual criada em prol de Flávia.
Os doadores dos R$ 690 arrecadados serão reembolsados. O valor seria destinado à compra de passagens com destino ao Rio de Janeiro em empresas que aceitem o transporte aéreo de animais.
Nos dias em que dormiu nas cadeiras do aeroporto, Flávia se alimentou com ajuda de funcionários de lanchonetes e taxistas que trabalham no local. Atualmente, ela teria sido levada para a casa de amigos da família dela que moram em Macapá.
A ONG informou que ela já têm passagens para São Paulo, onde vai encontrar a família e deve iniciar um tratamento psiquiátrico.
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