Ossada de Najila foi encontrada no dia 8 de maio de 2016, na rodovia BR 210 (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Está marcada para o dia 21 de setembro a primeira audiência de instrução que julga o assassinato da jovem Najila Patrícia dos Santos, desaparecida em março de 2016, cuja ossada foi encontrada no dia 8 de maio do mesmo ano, em Macapá. Dois primos acusados pelo Ministério Público (MP) de participação no crime serão ouvidos pela Justiça, além de 11 testemunhas.
A vítima foi vista pela última vez no dia 24 de março, na Praça do Coco, na orla da capital, na companhia de amigos e estava ingerindo bebidas alcoólicas, segundo investigação da Polícia Civil. Dois meses depois, a ossada dela foi encontrada próximo ao quilômetro 28 da rodovia BR-210.
De acordo com a denúncia do MP, feita em janeiro de 2017, a jovem, que morava no Suriname, e passava férias em Macapá, encontrou com um dos acusados na orla da cidade, saindo com ele em um veículo. Segundo as investigações, ele teria sido a última pessoa que teve contato com ela antes da morte e a suspeita é que ele tenha cometido o homicídio.
Osny Brito, advogado assistente de acusação do caso (Foto: John Pacheco/G1)
Ainda segundo o MP, após matar a jovem, o homem teria ficado com o celular da vítima e encontrou-se com um primo, acusado de ajudar a ocultar o corpo de Najila às margens da rodovia BR 210.
À época do crime, os acusados negaram para a polícia o envolvimento no homicídio, mas um deles admitiu que se encontrou com Najila e por volta das 4h, a deixou no bairro Santa Inês, na Zona Sul da capital, indo para a casa onde morava. Ele completou que encontrou o telefone celular da vítima do carro dele, mas não sabia de quem era.
A audiência é da primeira fase do júri e vai verificar se há indícios de autoria e provas de materialidade, para encaminhar o processo para a fase de julgamento popular, explicou o assistente de acusação do caso, advogado Osny Brito.
“Eles são acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver e após o crime, fugiram da cidade no carro que foi usado para levar o corpo da vítima até o local onde foi encontrada a ossada. A família espera que seja feita a justiça, pois sofrem com a dor da perda e a demora no julgamento. A expectativa deles é que os acusados sejam condenados na forma da lei”, enfatizou.
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