Em dez meses 7 crianças foram confirmadas com a doença no estado do Amapá (Foto: Divulgação/ Sesa)
O número de casos de hanseníase registrados no Amapá este ano chega a 74, sendo 7 confirmados em pacientes menores de 15 anos. Em 2016 ocorreram 110 casos da doença, com a infecção de 3 crianças. O aumento do quantitativo de crianças afetadas preocupa órgãos de saúde do estado, que se organizam para investigar a incidência.
Os dados são da Coordenação de Vigilância e Saúde (CVS), atualizados até o dia 9 de outubro. De acordo com o superintendente da Vigilância em Saúde do estado, Dorinaldo Malafaia, serão realizadas ações nos municípios afetados pela doença para conter o avanço.
“Vamos monitorar os casos e buscar a prevenção com atividades de educação em saúde, para que as pessoas tenham acesso às informações sobre a doença. Também vamos avaliar com mais cautela os registros em crianças, para saber o que está acontecendo”, afirma o superintendente.
Quanto mais cedo detectada, maior a possibilidade de cura. Por isso, o objetivo é identificar precocemente novos casos, para que sejam tratados de forma ativa. O tratamento da hanseníase é feito no Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) e nas unidades básicas de saúde.
Em 2015 a ocorrência foi de 105 casos no Amapá. Em 2016 houve uma campanha nas escolas públicas estaduais e municipais, com foco em crianças entre 5 e 14 anos.
Principais sintomas são aparecimento de manchas e perda da sensibilidade na pele (Foto: Divulgação/PMBV)
A hanseníase já foi conhecida como lepra. É uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria denominada Mycobacterium leprae. A transmissão ocorre através do contato direto com doentes sem tratamento, que eliminam os bacilos através de secreções nasais, da fala, tosse e espirro.
Os principais sintomas da doença são sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; surgimento de manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque.
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