quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Fiéis de nome 'Círio' contam histórias que inspiraram homenagem a Virgem de Nazaré, no AP

Decírio Belém acredita que sobreviveu ao parto difícil da mãe por milagre de Nossa Senhora de Nazaré (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Decírio Belém acredita que sobreviveu ao parto difícil da mãe por milagre de Nossa Senhora de Nazaré (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Decírio Belém acredita que sobreviveu ao parto difícil da mãe por milagre de Nossa Senhora de Nazaré (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

O Círio de Nazaré, que ocorre em Macapá no domingo (8), é um momento de fé e homenagens feitas por devotos de Nossa Senhora de Nazaré. Muitos se inspiraram na data para batizar os filhos com nomes que remetem a devoção e fé para celebrar e agradecer por graças alcançadas.

O carteiro Decírio Belém recebeu este nome depois de sobreviver a um parto difícil na cidade de Monte Dourado, no Pará. A ideia surgiu de uma enfermeira do hospital que, segundo ele, era devota da santa. Decírio conta que ele e a mãe, Doraci, apresentaram complicações durante o nascimento.

“Os médicos haviam informado que só daria para sobreviver um de nós, e eles consideraram que eu não fosse resistir. Então a enfermeira fez uma promessa para Nossa Senhora de Nazaré e pela graça dela consegui sobreviver. Então fui batizado de Decírio e todos os anos agradeço à santa por isso e a saúde de minha família”, enfatizou.

Decírio com a mãe e o filho participam do Círio todos os anos em Macapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Decírio com a mãe e o filho participam do Círio todos os anos em Macapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Decírio com a mãe e o filho participam do Círio todos os anos em Macapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Doraci conta que o filho nasceu em uma véspera de Círio e ela estava com problemas para continuar o parto, pois o bebê estava quase morto. A mãe completa que a própria enfermeira pediu autorização para escolher o nome de Decírio.

“A enfermeira era devota de Nossa Senhora e pediu a intercessão para que eu e meu filho pudéssemos sobreviver. Após sermos salvos, ela pediu permissão para escolher o nome dele e nós autorizamos, como forma de agradecimento. Hoje somos uma família unida e meu filho cuida de mim”, disse.

Círio Pires apresentou doença logo ao nascer e mâe fez promessa à Nossa Senhora de Nazaré (Foto: Círio Pires/Arquivo Pessoal)Círio Pires apresentou doença logo ao nascer e mâe fez promessa à Nossa Senhora de Nazaré (Foto: Círio Pires/Arquivo Pessoal)

Círio Pires apresentou doença logo ao nascer e mâe fez promessa à Nossa Senhora de Nazaré (Foto: Círio Pires/Arquivo Pessoal)

O auxiliar de escritório Círio Nascimento Pires, de 42 anos, também carrega uma história de promessa para Nossa Senhora. Quando nasceu, ele apresentou uma doença cujo disgnóstico não foi especificado. Desesperada, a mãe fez uma promessa de que batizaria a criança com o nome em homenagem ao Círio de Nazaré.

“Eu quase morri logo depois de nascer, pois estava muito doente. Morávamos no interior do estado e minha mãe fez uma promessa que se eu fosse curado, levaria o nome de Círio. Nasci em maio, loo depois do Dia das Mães e fui alcançado pela benção. Hoje vamos todos os anos à procissão para agradecer”, lembrou.

Círio Rogério nasceu em outubro e recebeu nome em homenagem à festa religiosa (Foto: Círio Rogério/Arquivo Pessoal)Círio Rogério nasceu em outubro e recebeu nome em homenagem à festa religiosa (Foto: Círio Rogério/Arquivo Pessoal)

Círio Rogério nasceu em outubro e recebeu nome em homenagem à festa religiosa (Foto: Círio Rogério/Arquivo Pessoal)

Nascido em outubro, o professor Círio Rogério Baía, de 37 anos relata que foi batizado em homenagem à celebração. Ele conta que a família é católica e a mãe, devota de Nossa Senhora, resolveu fazer uma alusão à festa religiosa.

“Nasci em época de um Círio e minha mãe resolveu colocar meu nome para homenagear Nossa Senhora de Nazaré. Moramos em Pedra Branca do Amapari e sempre que podemos, celebramos o Círio em Macapá. Gosto do meu nome, é uma bonita homenagem”, destacou.

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