quinta-feira, 5 de outubro de 2017

HSJD divulga balanço a pedido do MP: déficit diminui e dívida de R$ 2,2 milhões falta ser renegociada

HSJD em Divinópolis atende mais de 50 municípios da região do Centro-Oeste de Minas (Foto: Reprodução/Tv Integração)HSJD em Divinópolis atende mais de 50 municípios da região do Centro-Oeste de Minas (Foto: Reprodução/Tv Integração)

HSJD em Divinópolis atende mais de 50 municípios da região do Centro-Oeste de Minas (Foto: Reprodução/Tv Integração)

A comissão que atua na gestão do Hospital São João de Deus (HSJD) divulgou, durante reunião nesta quarta-feira (4), o balanço dos 12 primeiros meses de trabalho em Divinópolis. A convocação da coletiva foi feita pelo Ministério Público (MP) com objetivo de apresentar os indicadores orçamentários, financeiros e de assistência na perspectiva do planejamento estratégico de 2017 e 2018. A unidade atende 54 municípios da região Centro-Oeste de Minas.

Segundo a superintendente do hospital, Elis Regina Guimarães, assim que a comissão interventora assumiu o hospital, em setembro de 2016, o déficit da unidade era, em média, R$ 130 milhões acumulados nos 49 anos de existência da unidade. Ela afirma que este ano já são R$ 7 milhões positivos de janeiro a agosto e ressaltou que agora o hospital tem viabilidade econômica financeira e até possibilidade de crescimento.

Ainda de acordo com Elis, no balanço foi registrado um crescimento de 38% nas internações do SUS e de convênio, passando de 1.189 atendimentos mensais para 1.639. Já o número de leitos aumentou em 13,6%, de 287 para 326.

O balanço também mostra que a quantidade de consultas de pronto atendimento, incluindo a sala vermelha, também subiu de 1.612 para 2.940. A superintendente ainda reforçou que só a sala vermelha faz cerca de 144 atendimentos por mês em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Na coletiva ainda foi informado que as despesas do hospital, que eram de pouco mais de R$ 8.700 mil, aumentaram 23%, passando para pouco mais de R$ 10.800 milhões contra um resultado de receita 87% maior.

Segundo a gestão, uma dívida do hospital de R$ 2.220 milhões falta ser renegociada e ainda existem repasses, em torno de R$ 4.400 milhões, para serem recebidos do Estado e do Município. A superintendente do hospital disse que já cobrou do município um aporte financeiro, que deve ser de R$ 792 mil.

Durante a divulgação do balanço, ficou acertado que o contrato com a comissão interventora foi prorrogado até outubro de 2018.

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