Gastos com transporte foram os que sofreram mais inflação em Fortaleza (Foto: Arquivo pessoal)
A inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no mês de setembro em Fortaleza ficou em 2,44%, valor 0,81 ponto percentual superior ao INPC nacional, de 1,63%. A inflação de Fortaleza foi a terceira maior registrada dentre as capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o Distrito Federal em primeiro lugar (3,40%), seguido por Recife (3,74%).
De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese), a inflação de Fortaleza foi influenciada, principalmente, pelas variações nos grupos de transportes (10,30%), educação (7,50%), habitação (4,96%), saúde e cuidados pessoais (4,81%).
Analisando a série histórica do INPC (2012 -2017), se verifica que a partir de setembro de 2012 a janeiro de 2014, Fortaleza apresentou variações superiores ao INPC do Brasil. A partir do mês de fevereiro de 2014 se observa uma nova tendência de alta, onde os indicadores do Brasil e de Fortaleza apresentaram valores similares, tendência que se modifica no mês de dezembro de 2015, onde Fortaleza permanece em patamares mais elevados que o índice no Brasil, chegando a 11,44%.
Segundo o Dieese, a partir de dezembro de 2015 até setembro de 2017, o índice de Fortaleza foi superior ao índice nacional, fechando-se setembro de 2017 em 2,44% valor superior da taxa nacional de 1,63%.
A inflação medida pelo INPC abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre um e cinco e salários-mínimos, cuja pessoa de referência é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas urbanas das regiões, segundo definição do IBGE.
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