Das 1.195 vítimas de mortes violentas no país entre 21 e 27 de agosto, 20% não tiveram o nome divulgado. São pessoas “invisíveis”, que nem sequer foram identificadas ou que não tiveram seus nomes informados pelas autoridades.
O projeto do G1 em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública quer obter os nomes de todas. O objetivo é mostrar a importância de cada uma nesse embate silencioso diário que ocorre no país. Mas não só: a intenção é jogar luz na falta de transparência de parte dos governos, que se negam a passar os nomes das pessoas, contribuindo para que histórias de crimes sejam divulgadas como mera estatística.
Quem são as vítimas sem nome no "Monitor da Violência"? (Foto: Arte/G1)
Para isso, o G1 quer a ajuda de seus leitores. Trata-se de um desafio. Somente na Zona da Mata, que teve quatro mortes no período, são duas vítimas sem nome – em Juiz de Fora e Viçosa.
Veja detalhes das mortes e entre em contato se souber quem é a vítima ou tenha mais detalhes dos casos pelo VC no G1 Zona da Mata ou pelo e-mail g1@tvintegracao.com.br.
Vítimas "invisíveis"
Em Juiz de Fora, um homem de 39 anos foi encontrado morto em um hotel no Centro da cidade, no dia 25 de agosto. A suspeita da Polícia Militar (PM) é que ele tenha cometido suicídio, pois a alça de uma mochila se encontrava presa no box do banheiro e no entorno do pescoço dele.
Já em Viçosa, no dia 27 de agosto, um adolescente de 16 anos foi morto a tiros o Bairro Amoras. Foram constatadas três perfurações no corpo da vítima, sendo uma nas nádegas, uma no tórax e outra nas costas.
Veja abaixo os casos registrados na Zona da Mata:
Perfil das vítimas mortas em uma semana no Brasil (Foto: Arte/G1)
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