Em encontro realizado na manhã desta terça-feira (3), 18 produtores que possuem propriedades acima da barragem de água do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e o prefeito de Formiga, Eugênio Vilela, chegaram a um acordo sobre a retirada do lacre das bombas que faziam retirada de água do leito do Rio Formiga e seus afluentes.
Ficou decidido que todos os dias o Saae medirá o volume da água que está chegando à barragem. Com isso, quando o abastecimento estiver normalizado, todos os lacres colocados nas bombas de retirada de água serão liberados.
Ainda foi proposto que haja rodízio para a retirada de água por parte dos produtores, assim como está acontecendo no abastecimento para a população.
A colocação dos lacres foi necessária, segundo o chefe do executivo, para garantir o abastecimento na cidade. “Quando estourou a crise hídrica, recebemos diversas denúncias de irregularidades nas propriedades rurais. Hora nenhuma o intuito foi punir. Mas seria negligente deixar a população desabastecida. O objetivo era priorizar o consumo humano”, ressaltou.
Na semana de 18 a 22 de setembro, a Defesa Civil, a Polícia de Meio Ambiente e a Secretaria de Gestão Ambiental foram às propriedades fiscalizar a retirada de água do Rio Formiga e seus afluentes. Como resultado, foram lacradas diversas bombas de retirada de água e 19 pontos de contenção tiveram de ser destruídos pelos produtores. O sargento da Polícia Militar de Meio Ambiente, Carlos Eduardo, disse que diversas foram as irregularidades encontradas e que as medidas contra a maioria dos produtores teriam de ser tomadas mesmo sem a crise hídrica.
Os agricultores, por sua vez, informaram que o processo de liberação de outorga por parte dos órgãos reguladores é demorado e, por isso, tiveram de manter a retirada de água sem a documentação necessária.
A Polícia de Meio Ambiente também informou que voltará às propriedades para fiscalizar e que as visitas serão constantes.
0 comentários:
Postar um comentário