quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Professores de escolas famílias do AP suspendem aulas por falta de salários

Aprendizado nas escolas famíia é feito em sala e no campo (Foto: Reprodução/Facebook)Aprendizado nas escolas famíia é feito em sala e no campo (Foto: Reprodução/Facebook)

Aprendizado nas escolas famíia é feito em sala e no campo (Foto: Reprodução/Facebook)

Pelo menos quatro das seis Escolas Famílias do Amapá (EFA) suspenderam parte das aulas em função do não recebimento dos repasses destinados à compra de merenda, manutenção e pagamento de professores. Segundo a entidade que representa as unidades, somente duas das dez parcelas do convênio firmado com o Governo do Estado teriam sido pagas.

A Rede das Associações das Escolas Família do Amapá (Raefap) disse ter se reunido com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) no início de mês. A entidade foi informada que uma das parcelas seria paga até o dia 10 de outubro.

A Seed explicou que os repasses não estão sendo feitos porque a Raefap está com pendências fiscais, como a não emissão da certidão negativa, fator que impede o pagamento. A Raefap confirmou que existem bloqueios na conta em função de ações trabalhistas, mas alega que o valor retido é maior que o requerido nos processos.

A organização detalhou que as escolas das comunidades rurais de Cedro (Tartarugalzinho), Maracá (Mazagão), Pacuí (Macapá) e Perimetral Norte (Pedra Branca) interromperam parte das atividades por falta de verba. Seguem normalmente as unidades de Carvão (Mazagão) e Macacoari (Itaubal).

Um professor que preferiu não se identificar, contou que não recebe há quatro meses junto com outros seis educadores da Escola Família do Cedro, distrito de Tartarugalzinho. Sem previsão de receber, eles deixaram de dar aulas no começo de outubro até o pagamento ser normalizado.

"Temos todo mês a promessa de que vamos receber dia 10, mas nunca acontece. No meu caso são quatro meses, tem outros lá que estão há sete. Todos saíram da escola porque não dá para ficar lá pagando para trabalhar, ainda mais no interior, onde a gente fica isolado", comentou o professor.

As seis unidades abrigam cerca de 500 alunos e 50 funcionários. Todas funcionam com base na pedagogia da alternância, uma concepção de educação adaptada a realidade do campo. Nesse modelo, o estudante intercala período de internato com período na comunidade, mantendo o apoio à produção de onde vive.

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