Pipa atende em média 57 crianças e corre o rico de suspender atendiemntos por falra de repasse de recursos pelo governo do Minas (Foto: TV Integração/Reprodução)
O Programa de Intervenção Precoce Avançado (Pipa) corre o risco de suspender os atendimentos em Divinópolis. O motivo é o atraso no repasse de recursos por parte do governo de Minas que admite a dívida e alega dificuldade financeira.
O programa é da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que é mantida pelo Instituto Helena Antipoff. “Essa verba vem para a gente do Estado, que faz o repasse para a Prefeitura e o município repassa para a instituição. O último pagamento que recebemos foi referente a abril. Já são seis meses sem receber o pagamento que gira em torno de R$ 54 mil. Os profissionais continuam atendendo e a demanda crescendo. A instituição continua mantendo o serviço, mas acaba se tornando muito oneroso”, ressaltou a gerente da clínica, Ana Laura Lopes gerente.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que o atraso é devido a uma dificuldade financeira. Até o momento foram pagos os meses de janeiro, fevereiro e março, no valor de R$ 8.858,35 cada mês. Para o pagamento dos demais meses o estado aguarda dinheiro em caixa.
Atendimentos
No programa, criado em 2013, são atendidas em média 57 crianças por mês de 13 cidades da região. São crianças de zero a dois anos que nasceram prematuras e apresentam algum atraso no desenvolvimento. O atendimento especializado de fisioterapeuta, fonoaudióloga, psicóloga, terapeuta ocupacional, assistente social, pediatra e neuropediatra é totalmente gratuito e a possibilidade da suspensão do programa preocupa pais e também os profissionais. “A nossa preocupação é que as crianças não desenvolvam”, destacou a fisioterapeuta neuroinfantil.
A Hilary de 10 meses adora brincar e enquanto ela se diverte, tudo é analisado, desde a coordenação motora ao interesse pelas cores e sons. A mãe Priscila Pereira Gonçalves recebe várias informações.
Com as informações e estímulos corretos, a menina que há seis meses nem conseguia rolar de um lado para outro já está quase caminhando. “Eles me ensinam a colocar ela para engatinhar, brincar, soltar ela mais. Qualquer dúvida que eu tenho as profissionais tiram”.
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