sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Central de Libras permanece fechada por falta de profissionais em Juiz de Fora

Central de Libras permanece fechada por falta de profissionais em Juiz de Fora

Central de Libras permanece fechada por falta de profissionais em Juiz de Fora

A Central de Libras de Juiz de Fora, instituição que oferece intérpretes da Língua Brasileira de Sinais a pessoas com deficiência auditiva, permanece fechada por causa da falta de profissionais para prestar serviços à população de surdos. O serviço está suspenso desde o dia 28 novembro.

Em nota, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania informou que o contrato com a empresa que fornecia intérpretes venceu no começo do dezembro e que não foi renovado por falta de interesse da própria empresa. A Secretaria de Desenvolvimento Social disse que não houve notificação do governo sobre a interrupção do serviço.

Para os surdos, a Central de Libras é uma forma de ter acesso a serviços públicos garantidos aos cidadãos, por ser uma maneira dos deficientes se comunicarem com os funcionários públicos que não sabem falar a língua de sinais.

De acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população de Juiz de Fora com deficiência auditiva é de quase 26 mil pessoasm. Mais de 19 mil delas têm alguma dificuldade, 5.293 com grande dificuldade e 643 possuem perda total da audição.

Os estudantes Hiago Thales Furtado e Carlos Basílio contaram que já usaram o serviço da central muitas vezes e que agendam um intérprete e este os acompanham durante um atendimento, como uma consulta médica ou uma ida ao banco.

A Central de Libras é uma das formas de atender à lei que garante a acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva. A presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Valéria Andrade disse que o governo Federal é responsável pelos equipamentos, o Estadual mantém o pagamento dos intérpretes e o Municipal cede o espaço para funcionamento da sede.

"Houve um impasse na negociação entre a empresa que contratava os intérpretes e o Estado. Não houve acordo na questão salarial e, com isso o prazo acabou vencendo, sendo interrompido os serviços que a Central presta à comunidade surda", afirmou.

Ela disse que um posicionamento já foi cobrado e que aguarda retorno. "Estamos esperando uma resposta o mais rápido possível para que os surdos tenham o direito básico de todo mundo, que é o de se comunicar", cobrou.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania informou, em nota, que o contrato com a empresa que fornecia dois profissionais intérpretes venceu no começo de dezembro e não foi renovado por falta de interesse da própria empresa. Outro processo de licitação para seleção de uma nova empresa já começou.

Já a Secretaria de Desenvolvimento Social disse que não houve notificação do governo sobre a interrupção do serviço e que aguarda informações para que outras medidas possam ser adotadas, caso seja necessário.

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