quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Detentos saem de celas e começam tumulto por falta de comida na penitenciária de RR

Entrada da unidade foi isolada e apenas veículos oficiais têm autorização para seguir rumo ao presídio (Foto: Marcelo Marques/G1 RR)Entrada da unidade foi isolada e apenas veículos oficiais têm autorização para seguir rumo ao presídio (Foto: Marcelo Marques/G1 RR)

Entrada da unidade foi isolada e apenas veículos oficiais têm autorização para seguir rumo ao presídio (Foto: Marcelo Marques/G1 RR)

Detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo abriram cadeados, saíram das celas e iniciaram um tumulto na manhã desta quinta-feira (14), informou o diretor da unidade, Ricardo Macedo.

Segundo ele, o tumulto ocorreu porque os presos alegaram que estavam com fome. Ele disse que desde a quarta (13) os detentos estavam sem receber alimentação. A unidade fica na zona Rural de Boa Vista.

"Eles se soltaram, mas estão dentro dos pavilhões. Não tem ninguém correndo, nem se agredindo. Estão só batendo nas grades e dizendo que estão com fome, mas já estamos regularizando a situação para eles esperarem a comida", declarou.

O diretor não soube informar o que motivou o não fornecimento de comida na unidade. "Acredito que foi falta de pagamento, mas não estou inteirado".

A segurança na parte externa da unidade foi reforçada pela Polícia Militar e a entrada do presídio foi isolada. Apenas carros oficiais tem autorização para entrar no local.

A Penitenciária Agrícola de Monte Cristo é a maior unidade prisional de Roraima, e abriga mais de mil homens. O presídio é o mesmo onde 33 presos foram brutalmente assassinados em janeiro de 2016.

O G1 tentou contato com o titular da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), Ronan Marinho, e com o adjunto, capitão Diego, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

A reportagem também enviou email à Secretaria de Comunicação do Governo para saber sobre os pagamentos em atraso à empresa responsável por fornecer a alimentação dos presos e aguarda retorno.

O proprietário da empresa contratada para entregar comida no presídio também foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos do G1.

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