Celulares foram encontrados durante operações de rotina da polícia, no Amapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Mais de 180 celulares provenientes de roubo ou furto foram recuperados no mês de novembro pela 2ª Delegacia de Polícia de Santana, cidade a 17 quilômetros de Macapá. Os aparelhos foram encontrados durante operações de rotina das equipes policiais, onde outros objetos também foram achados.
De acordo com a delegada Luíza Maia, as principais áreas das apreensões foram a Baixada do Ambrósio, na área portuária e o bairro Elesbão, próximo ao trilho do trem. Ambas são consideradas regiões periféricas de risco.
A 2ª delegacia é especializada em crimes contra o patrimônio, que investiga crimes como apropriação indébita, extorsão, estelionato, roubo e furto. E esses dois últimos, segundo a delegada, são responsáveis por 60% dos delitos ocorridos em Santana.
Outra informação que chama a atenção é do envolvimento de menores nos crimes. A delegada não sabe precisar o número de crianças e adolescentes envolvidos, mas diz que são a maioria, e completa.
“A área portuária de Santana se tornou ponto das ações desses menores. Para fazer a captura deles eu peço apoio da delegacia de menores e do conselho tutelar, porque eu não posso agir. A participação de menores é preocupante e alarmante”, ressalta.
Delegada Luiza Maia (Foto: Adevaldo Cunha/Rede Amazônica)
Outros 200 inquéritos para recuperar celulares estão em andamento. A delegada diz que a contribuição da população em registrar o boletim de ocorrência facilita o trabalho da polícia. É que só é possível fazer a devolução dos aparelhos se houver a ocorrência.
Depois de recuperado, a delegacia entra em contato com a vítima, que deve apresentar a nota fiscal do objeto. A entrega só é feita se a pessoa comprovar ser a dona.
Luíza Maia também esclarece que a recuperação dos celulares não ocorre em ações isoladas. “Não são fatos isolados, a vítima é roubada e é levado dela joias, dinheiro e aparelho celular. E geralmente a gente consegue chegar ao autor do crime por meio do celular”, conta.
Na maioria dos casos os celulares são encontrados nas mãos de terceiros, que são chamados na delegacia para prestar depoimento e são indiciados por receptação, que é a comprar de produtos provenientes de crime.
“Receptação é crime sério porque fomenta o furto e o roubo. Nós achamos um aparelho que custa no mercado cerca de R$ 4 mil e o receptador comprou por R$ 500. Então os bandidos agem porque sabem que tem mercado”, conclui.
Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1 AP ou por Whatsapp, nos números (96) 99178-9663 e 99115-6081.
0 comentários:
Postar um comentário