Uma audiência judicial realizada nesta segunda-feira (11) tenta solucionar as divergências sobre demissão e substituição do cargo de cobrador no transporte público de Uberlândia.
Outro encontro foi marcado pela Justiça do Trabalho para março de 2018, quando será novamente discutida a questão, que causa polêmica na cidade há cerca de um ano.
Duas ações movidas pelo Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Uberlândia (Sinttrurb) reclamam sobre descumprimento da cláusula de manutenção dos postos de trabalho, discutida durante convenção coletiva e sobre demissões em massa.
A audiência desta tarde durou cerca de 30 minutos. O juiz pediu mais prazo para analisar o processo e remarcou a audiência de instrução para o próximo ano. O presidente do Sinttrurb, Márcio Dúlio de Oliveira, disse que até novembro, dos 800 cobradores que trabalhavam no transporte público, cerca de 250 foram demitidos.
"Durante a negociação salarial realizada em março, ficou definido a estabilidade dos cobradores até setembro deste ano, além da manutenção do número de postos de trabalho através da relocação dos funcionários nas empresas de transporte. Porém, as demissões começaram a ser feitas antes deste prazo", disse Oliveira.
Mais de 35% dos passageiros pagam passagem com dinheiro em Uberlândia (Foto: Prefeitura de Uberlândia/Divulgação)
Retirada dos cobradores é polêmica
Desde a criação do Sistema Integrado de Transporte (SIT) em 1997, a substituição da bilhetagem manual para eletrônica já era prevista em Uberlândia. Esse processo foi se tornando realidade com a aquisição de novos veículos aptos ao novo sistema.
Na cidade, a frota das três concessionárias do SIT reúne cerca de 450 veículos e aproximadamente 36% dos usuários pagam a tarifa em dinheiro. Os demais optam pela bilhetagem eletrônica.
A retirada dos cobradores dos veículos já foi discutida no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e na Câmara Municipal.
Empresas se defendem
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Triângulo Mineiro (Sindett), José Luiz Rissato, disse que não houve demissão em massa e que todas as adequações sobre o cargo de cobrador na cidade são realizado como negociado durante cerca de cinco meses com a categoria.
"São substituições naturais e gradativas, conforme combinado. Até onde a lei permitiu, teve demissões. Esse processo começou no início do ano, as demissões foram poucas. É um processo gradual e hoje cerca de 25% da frota não possui cobradores em horários com menos movimento", explicou.
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