No Ceará, 32,4% dos jovens de 16 a 29 anos de idade nem estudam e nem trabalham, o grupo informalmente conhecido como "nem nem". O índice do Ceará de "nem nem" é o terceiro maior do país, atrás apenas de Pernambuco (35,1%) e Sergipe (35,9%).
No Brasil, o número de jovens de 16 a 29 anos que não estudam nem trabalham subiu de 34,2 milhões em 2012 para 41,25 milhões em 2016 - o equivalente a 25,8% do total de jovens brasileiros nessa faixa etária. Em quatro anos, esse grupo, que ficou conhecido como "nem nem", aumentou 20,5%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e são referentes a 2016.
Índice de população jovem que nem estuda nem trabalha por estado (Foto: IBGE/Reprodução)
De acordo com a pesquisa, nestes quatro anos:
- Número de jovens que apenas estudavam: aumentou 3,4 pontos percentuais
- Número de jovens que apenas trabalhavam: caiu 5 pontos percentuais
- Número de jovens que estudavam e trabalhavam: caiu 1,5 ponto percentual
O IBGE destacou, ainda, que entre 2012 e 2014 se manteve estável o percentual de jovens que não estudavam nem estavam ocupados. O salto desta população se deu, justamente, entre 2014 e 2016, período que corresponde à crise econômica no Brasil com consequente impacto no mercado de trabalho.
Desemprego entre os jovens
O crescimento dos "nem nem" está diretamente relacionado ao aumento do desemprego no Brasil, que afetou mais fortemente os jovens. Entre 2012 e 2016, saltou de 4 milhões para 6,3 milhões o número de jovens com idade entre 16 e 29 anos desempregados no país.
Isso representa um aumento de 57% do contingente de jovens desempregados e revela um dos principais efeitos da crise econômica pela qual passa o Brasil.
Infográfico aponta motivos para os jovens não procurarem trabalho (Foto: Arte/G1)
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