segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Construção civil foi o setor que mais perdeu postos de trabalho em 2017 no Amapá

Expectativa por grandes obras de infraestrutura anima setor para 2018 (Foto: John Pacheco/G1)Expectativa por grandes obras de infraestrutura anima setor para 2018 (Foto: John Pacheco/G1)

Expectativa por grandes obras de infraestrutura anima setor para 2018 (Foto: John Pacheco/G1)

Com 438 demissões a mais que contratações em 2017, o setor de construção civil foi o maior responsável pelo desligamento de trabalhadores no ano passado no Amapá. Os números do Ministério do Trabalho (MTE) mostram ainda que a baixa na área foi superior a 2016, que teve saldo negativo de 356 vagas formais.

Os representantes do setor apontam duas causas para o alto número de demissões: a redução na abertura de grandes obras de infraestrutura e a baixa considerável na exploração mineral do estado, principalmente a partir de 2013, com a queda do porto de exportação em Santana.

"A paralisação desses projetos minerais trouxe um grande hiato em parte do setor de construção civil, porque parte do serviço executado nesses grandes projetos envolve muita obra, com máquinas e equipamentos", argumentou Glauco Cei, presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Amapá (Sinduscon-AP).

Evolução mensal dos empregos na construção civil em 2017
Número é a diferença entre as demissões e contratações no mês correspondente
Fonte: Ministério do Trabalho

O saldo negativo no setor é resultado de 2.672 contratações diante de 3.110 demissões em todo o ano passado. A perda de postos de trabalho foi mais acentuada nos dois últimos meses de 2017.

Para 2018, a categoria acredita em crescimento nas contratações a partir dos índices apresentados pelo Governo Federal de melhora na economia.

"Os representantes foram em bancos, no Ministério das Cidades, para ver se liberam linhas de crédito para construção, que poderá abastecer novamente o setor, não somente das grandes obras, mas também da mão de obra barata, como pedreiros e carpinteiros", completou Cei.

Glauco Cei, presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)Glauco Cei, presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)

Glauco Cei, presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)

Outro ponto que gera expectativa de crescimento no setor é a nova legislação trabalhista, que permite a criação de vínculos intermitentes, que podem ocorrer esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.

Em todo o país, de acordo com o Ministério, a função de "servente de obras" foi a segunda mais contratada nessa modalidade.

"Precisamos exorcisar alguns paradigmas. Com essa nova legislação, o contratante pode empregar por serviço específico e isso pode tirar da informalidade esse trabalhador. Vai favorecer a própria economia e contribuir para a arrecadação de impostos", finaliza o presidente do sindicato.

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