Canal devera reduzir pressão sobre bordas da barragem de rejeitos (Foto: Divulgação/Secom)
Para evitar o rompimento de uma barragem destinada ao deposito de rejeitos de mineração no garimpo de Lourenço, no Norte do Amapá, uma força-tarefa formada por órgãos estaduais e federais de segurança e meio ambiente decidiu desviar por meio de um canal parte dos resíduos.
O objetivo, segundo o Corpo de Bombeiros do Amapá, é diminuir a pressão sobre as bordas da barragem, que apresentam sinais de deterioração. A estrutura tem 38 hectares de área inundada com nove metros de profundidade e armazena grandes quantidades de metais pesados altamente poluentes.
O maior risco para a área, que fica no município de Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá, é o rompimento e a contaminação dos rios e lençois freáticos da região. Os desvios, além de intervenções corretivas na barragem, deverão ser feitos até a sexta-feira (19), informou o governo.
Estrutura tem 38 hectares de área inundada com 9 metros de profundidade (Foto: Divulgação/Secom)
A atuação no local aconteceu após estudo da Polícia Federal que apontou a falta de obras de engenharia que controlem o efeito erosivo da água. A atividade garimpeira na região está suspensa desde o fim de 2017 após a PF deflagrar a operação Minamata, que investiga a extração e venda de ouro ilegal na área.
Além da retirada ilegal do minério, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrou 16 trabalhadores em situação análoga à escravidão no garimpo investigado.
Resultados
A força-tarefa na região pretende elaborar planos de emergência e contingência para enviá-los ao Ministério da Integração Nacional visando a captação de recursos federais para recuperação da área. A estimativa é que todo o processo emergencial seja concluído em 30 dias.
Além do Corpo de Bombeiros e PF, estão atuando na região, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial (Imap), Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Força-tarefa reúne órgãos estaduais e federais de segurança e meio ambiente (Foto: Divulgação/Secom)
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