quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Obra de monumento histórico atrasa e gera transtornos no Maranhão

Moradores reclamam da demora na restauração do engenho central em Pindaré-Mirim

Moradores reclamam da demora na restauração do engenho central em Pindaré-Mirim

A restauração e readequação de uso do Engenho Central gera transtornos na cidade após o atraso que supera dois meses, em Pindaré-Mirim, localizada a 238 Km de São Luís. A obra foi iniciada em outubro de 2016 e deveria estar pronta em 31 de outubro de 2017.

O valor da restauração é de R$ 4.399.841,03 e está sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Governo Federal. Os recursos veiram de um acordo do Ministério Público Federal com a empreiteira responsável pela duplicação da ferrovia Carajás como compensação pelos impactos culturais e ambientais provocados na região pela expansão da estrada de ferro.

Engenho Central é o principal monumento da cidade de Pindaré-Mirim e é considerado patrimônio histórico e artístico nacional (Foto: Reprodução/TV Mirante)Engenho Central é o principal monumento da cidade de Pindaré-Mirim e é considerado patrimônio histórico e artístico nacional (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Engenho Central é o principal monumento da cidade de Pindaré-Mirim e é considerado patrimônio histórico e artístico nacional (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Além da demora, a população também reclama dos transtornos provocados pela obra. Os tapumes ao redor do engenho deixaram estreitas duas ruas movimentadas da cidade, que são os principais acessos ao cais e a feira na beira do Rio Pindaré. De acordo com o vendedor ambulante Francinildo Maciel, o atraso atrapalha o comércio.

“Está prejudicando muito a cidade, fechada desse jeito. Até as vendas caem mais porque não tem ninguém para vir visitar”, reclamou o vendedor.

Tapumes nas ruas de Pindaré-Mirim atrapalham o trânsito e prejudicam vendas na cidade (Foto: Reprodução/TV Mirante)Tapumes nas ruas de Pindaré-Mirim atrapalham o trânsito e prejudicam vendas na cidade (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Tapumes nas ruas de Pindaré-Mirim atrapalham o trânsito e prejudicam vendas na cidade (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Segundo o IPHAN, o atraso na obra é devido a detalhes encontrados no prédio, que provocaram várias mudanças no projeto. O Instituto informou que pretende entregar a obra pronta ainda no primeiro trimestre de 2018.

Sem saber desses detalhes, moradores da cidade reclamam que, mesmo com o atraso, os trabalhos estão em ritmo lento e ainda tem muito a ser feito. A professora Fátima Santos afirmou que está impaciente pela conclusão da obra do engenho, que é especial para a cidade.

“A expectativa é muito grande. Nós almejamos que essa obra fique pronta porque é um sonho para a nossa população e da região de Pindaré”, afirmou Fátima.

O Engenho Central foi inaugurado em 16 de agosto de 1880. O local era uma fábrica de açúcar que funcionou até 1914. Ao redor do engenho surgiu a cidade de Pindaré Mirim, que depois deu origem a cidade de Santa Inês. O prédio foi reconhecido como patrimônio histórico e nacional em dezembro de 1997.

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