Atendimentos foram normalizados no inicio de janeiro de 2018 (Foto: Mariana Gonçalves/G1)
A Prefeitura de Divinópolis ainda deve ao corpo clínico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto mais de R$ 570 mil referentes ao pagamento da folha salarial de dezembro de 2017 e janeiro deste ano.
O atendimento no local foi normalizado no início de janeiro e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), existe um trabalho para colocar os salários em dia.
Parte das dificuldades financeiras para o cumprimento desse objetivo é atribuída ao Governo de Minas Gerais que, conforme a Prefeitura, tem um repasse pendente no valor de R$125 mil. O G1 aguarda posicionamento do Governo de Minas.
Os problemas relacionados ao atraso salarial se arrastam desde julho do ano passado, quando o diretor técnico da unidade anunciou a paralisação dos atendimentos. No segundo semestre de 2017, houve várias paralisações no serviço.
A última restrição nos atendimentos ocorreu em dezembro, depois que o corpo clínico anunciou que a UPA só atenderia casos de urgência e emergência. A Prefeitura pagou a primeira parcela dos salários atrasados no mesmo mês, com recurso obtido por meio de emenda parlamentar, mas o movimento de protesto só foi encerrado no início deste mês.
A Semusa informou que, apesar da volta do atendimento na unidade, a prioridade continua sendo os casos de urgência e emergência. Ocorrências de menor gravidade estão sendo direcionadas aos Postos de Saúde da Família (PSF) e Estratégia em Saúde da Família (ESF).
Preocupação
A Santa Casa de Formiga é quem administra a UPA de Divinópolis. Em dezembro, a entidade nomeou José Geraldo Pereira, mais conhecido como Geraldinho, para assumir o cargo de superintendente e mediar as ações administrativas na UPA.
Ao G1, Geraldinho disse que vê a situação da unidade com grande preocupação, mas, aos poucos, estão sendo normalizados alguns dos que ele considera serem os grandes gargalos do serviço.
"A equipe de apoio e a equipe técnica da UPA receberam os salários na quarta-feira [17]. Pagamos também alguns fornecedores e a expectativa é que, de sexta-feira [19] em diante, a gente consiga pagar outros fornecedores. Estamos abastecendo a UPA com medicamentos, com insumos de urgência e emergência. Voltamos a intensificar a assistência por parte da Santa Casa", informou.
Além do pedido de quitação dos pagamentos e da reposição dos materiais de uso básico, em dezembro de 2017 a equipe técnica da UPA pediu, durante entrevista coletiva, o afastamento da Santa Casa da direção.
Sobre esta situação Geraldinho destacou que ainda não houve uma posição, mas existe o interesse da Santa Casa em voltar a administração UPA para a Prefeitura de Divinópolis.
"Há uma discussão jurídica em cima disso. A minha vinda para cá é porque tinha que ter uma pessoa na superintendência para acompanhar todo este processo", esclareceu o gestor.
Diante da crise enfrentada pela UPA Padre Roberto, a Câmara de Divinópolis nomeou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de irregularidades na gestão do órgão.
Os trabalhos dessa comissão terão andamento ao final do recesso de férias dos vereadores, previsto para fevereiro.
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