terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Professores paralisam aulas e questionam possíveis afastamentos em escola no AP

Professores protestaram contra possibilidade de afastamentos na escola Gabriel de Almeida Café, em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)Professores protestaram contra possibilidade de afastamentos na escola Gabriel de Almeida Café, em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

Professores protestaram contra possibilidade de afastamentos na escola Gabriel de Almeida Café, em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

Professores da Escola Estadual Professor Gabriel de Almeida Café, localizada no Centro de Macapá, paralisaram as aulas nesta terça-feira (2) em protesto contra a possibilidade de 20 docentes serem colocados à disposição da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Eles questionam que o atual diretor, Raimundo Maia, não teria comunicado sobre a decisão.

O diretor informou ao G1 que uma lista com 20 nomes foi elaborada para serem colocados à disposição na Seed, mas o processo foi suspenso após os professores ingressarem com uma ação no Ministério Público do Estado (MPE). O gestor negou que tenha ocorrido falta de diálogo com os docentes, e que eles estariam cientes da situação desde o início de 2017.

O grupo de professores reclamou que a situação pode prejudicar as aulas na instituição, porque, com o afastamento, muitas disciplinas podem ficar sem professores. A professora Neilde Nazaré Fernandes trabalha há 17 anos na escola e diz que todos os profissionais são atuantes.

“Participamos com projetos e atividades extraclasse para melhor desempenho dos estudantes. Em nenhum momento a gestão nos chamou para comunicar essa possibilidade de 20 professores saírem da escola e isso nos pegou de surpresa. Nosso maior questionamento é a falta de transparência e essa decisão que pode prejudicar os alunos”, destacou.

Neilde Fernandes reforça que professores criticaram falta de comunicação por parte da direção (Foto: Jéssica Alves/G1)Neilde Fernandes reforça que professores criticaram falta de comunicação por parte da direção (Foto: Jéssica Alves/G1)

Neilde Fernandes reforça que professores criticaram falta de comunicação por parte da direção (Foto: Jéssica Alves/G1)

Segundo a direção, a sugestão de afastamento dos 20 profissionais ocorreu porque análises feitas detectaram profissionais que atuam com carga horária de 60 horas na escola, além de outros que não tem a formação necessária para dar aulas aos estudantes. O diretor falou ainda que o afastamento segue uma normativa elaborada pela Seed.

“Essa normativa determina a lotação e relotação de servidores que, se ultrapassarem as 60 horas da carga horária, devem estar lotados em mais de uma instituição de ensino, o que não vem ocorrendo. Além disso, há casos de professores que dão aulas para o ensino médio, mas com formação somente de 1ª a 4ª séries ou que no lugar da licenciatura são bacharéis. Esses casos devem ser analisados pela Seed”, destacou o diretor.

Com a suspensão do processo, a Seed informou que uma comissão para avaliar os casos será montada, seguindo uma recomendação do MPE, e assim determinar se haverá afastamento ou não de profissionais.

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