Última edição da festa foi em 2016 na Avenida José Roberto Migliorini no Bairro Santa Mônica (Foto: Caroline Aleixo/ G1)
A falta de apoio financeiro por parte da Prefeitura de Uberlândia pode comprometer a realização do desfile das escolas de samba e blocos da cidade pelo segundo ano seguido. Responsável pela organização do evento, a Associação das Escolas de Samba de Uberlândia (Assosamba) espera conseguir realizar uma festa nos moldes de 2017, a partir da terceirização do Carnaval.
Em entrevista ao G1 na última semana, o prefeito Odelmo Leão disse que o Município não iria repassar recursos para a festa, no entanto, não descartou o apoio para o próximo ano.
“Após diálogo com a comunidade envolvida, decidimos por realizar um edital propiciando um trabalho com as comunidades do samba acompanhado e supervisionado pela Secretaria de Cultura para desenvolver, ao longo do ano de 2018, o planejamento e realização do Carnaval em 2019”, disse o prefeito.
O presidente da Assosamba, William Couto, lamentou mais uma vez a situação e disse que há um descontentamento da classe carnavalesca no que se refere à falta de investimento para as manifestações culturais. Citou, ainda, que a Lei Orçamentária Anual de 2018 não contemplou o carnaval e nem a Festa do Congado.
A alternativa encontrada pela entidade é que a realização da festa seja feita apenas com a ajuda da iniciativa privada. William disse que tem a intenção de tentar fazer o carnaval de rua neste ano, ainda que sem os desfiles ou a parceria direta das agremiações. Mas uma posição definitiva sobre o evento deve ser informada à imprensa no início da próxima semana.
“O mecanismo que a Assosamba tem é o carnaval, ela não tem outra opção de renda. O fato de não haver o carnaval, evidentemente, vai deixá-la em desconforto com todos os associados e entidades. Mas há males que vêm para bem. Já havia um sonho da gente em terceirizar o carnaval e esse momento está mais do que próximo. Se não der certo para agora, com certeza o Carnaval de Uberlândia estará de volta com muita força e planejamento em 2019”.
No ano passado, desfile simbólico foi feito no Camaru durante festa com apoio de empresas de Uberlândia (Foto: Caroline Aleixo/G1)
Escolas também se mobilizam
Os presidentes das escolas de samba formaram um grupo para também buscar, por conta própria, alternativas para que o desfile seja retomado ao calendário anual da cidade. Mas sem saber com antecedência se haveria ou não a contrapartida do Município, as escolas não prepararam ensaios e ainda não definiram se haverá cronograma ou alguma celebração por parte de cada agremiação.
De acordo com o presidente da Tabajara, Léo Silva, ao longo do ano foram feitas várias tentativas de contato com a gestão municipal. Os representantes devem fazer uma nova reunião nos próximos dias para definir como as escolas vão se posicionar diante à falta de apoio e recursos, uma vez que as associações têm dívidas a serem quitadas.
“Nós tentamos várias vezes agendar reuniões na Prefeitura e conseguimos apenas no finalzinho do ano, para saber que não teríamos recursos de novo. Entendemos a situação do município, mas para nós, amantes da cultura, é muito triste e frustrante tudo isso”, comentou Léo.
0 comentários:
Postar um comentário