sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Após assaltos, Setap prevê botão do pânico em 90 dias e câmeras nos ônibus até julho

Polícia Militar realiza operação permanente para coibir crimes (Foto: Jorge Abreu/G1)Polícia Militar realiza operação permanente para coibir crimes (Foto: Jorge Abreu/G1)

Polícia Militar realiza operação permanente para coibir crimes (Foto: Jorge Abreu/G1)

O alto índice de assaltos a ônibus em Macapácom dez casos registrados pela Polícia Militar (PM) em menos de duas semanas - motivou as empresas a iniciarem projetos para a implantação de ferramentas necessárias para o alerta sobre as ocorrências, que ocorrem geralmente à noite e tem como alvo a renda e pertences de passageiros.

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amapá (Setap) informou que três medidas serão aplicadas. Em até 90 dias será colocado nos quase 200 veículos o "botão do pânico", usado para alertar a polícia de assaltos via GPS. Até o final de julho, segundo o Setap, todos os veículos terão instaladas câmeras de segurança.

A terceira medida será uma campanha educativa para a redução do uso de dinheiro nos veículos, onde os passageiros usarão cartões, o de meia-passagem no caso de estudantes, o vale-transporte no caso dos trabalhadores, e um documento recarregável para os demais usuários. As propostas foram definidas após reuniões com rodoviários e órgãos de segurança pública.

Reuniões entre órgãos de segurança e representantes do transporte (Foto: Divulgação/Sejusp)Reuniões entre órgãos de segurança e representantes do transporte (Foto: Divulgação/Sejusp)

Reuniões entre órgãos de segurança e representantes do transporte (Foto: Divulgação/Sejusp)

Botão do pânico

A proposta da ferramenta, de acordo com o Setap, seria um dispositivo que o motorista aciona em caso de invasão do veículo. Através do monitoramento por GPS já existente nos ônibus, a Central de controle da empresa seria acionada, e de forma urgente, faz a comunicação à PM.

A direção do sindicato descartou um dos projetos de "botão" onde o letreiro luminoso do coletivo, após acionado, piscaria por várias vezes o termo "socorro assalto". A ideia foi apontada pela segurança pública como perigosa à integridade dos motoristas e passageiros.

Câmeras de monitoramento

Atualmente, segundo as empresas, alguns veículos já estão com os aparelhos instalados e a central de vídeo deve chegar a todos no início do 2º semestre.

O Setap explica que as câmeras não são necessárias apenas para flagras de assalto, mas serão usadas para coibir o uso irregular de carteiras, além de vigiar a conduta de motoristas e identificar depredação dos coletivos.

Um dos veículos assaltados nos últimos dias (Foto: Reprodução/Tô na Rede)Um dos veículos assaltados nos últimos dias (Foto: Reprodução/Tô na Rede)

Um dos veículos assaltados nos últimos dias (Foto: Reprodução/Tô na Rede)

Operação "Ônibus Seguro"

Os órgãos de segurança reforçaram que o combate aos crimes do tipo acontece diariamente com as ações da operação, que monta barreiras e vistoria veículos em áreas distantes do Centro e com mais registros de assaltos. Na quinta-feira (22), a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) se reuniu com rodoviários e representantes das empresas para definir atuação.

"Pediram a volta imediata da operação Ônibus Seguro, que já fizemos, mas na verdade a operação nunca terminou. Foi diminuído o número de policiais em função do carnaval. Temos locais onde acontecem esses locais de assalto a ônibus. Principalmente nas paradas próximas a pontes na periferia", destacou Ericlaudio Alencar, titular da Sejusp.

Ericlaudio Alencar, titular da Secretaria de Segurança Pública (Foto: John Pacheco/G1)Ericlaudio Alencar, titular da Secretaria de Segurança Pública (Foto: John Pacheco/G1)

Ericlaudio Alencar, titular da Secretaria de Segurança Pública (Foto: John Pacheco/G1)

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