Caminhão com madeira continua apreendido (Foto: Eliete Marques/G1)
Um caminhão carregado com madeira foi apreendido pela Polícia Militar Ambiental (PMA) na zona rural de Vilhena (RO), região do Cone Sul. O caso foi registrado na sexta-feira (23). O motorista, de 47 anos, não apresentou documento da carga e também foi levado para a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp). Ele revelou aos policiais que o carregamento da itaúba foi feito na Fazenda Vilhena, onde aconteceu uma chacina com cinco mortos em 2015. A região é marcada por conflitos agrários.
O motorista explicou que apenas fazia o frete da madeira. De acordo com a PMA, no caminhão havia 46 dúzias de lascas e 47 unidades de mourão. Os policiais lavraram um auto de infração e conduziram o motorista, o caminhão e carga para a Unisp.
O condutor foi liberado, mas pode responder pelo crime de transporte irregular de madeira. O caminhão e a carga continuam apreendidos.
Fazenda Vilhena
Conforme a Polícia Militar (PM), a Fazenda Vilhena é uma área que passa por invasões de posseiros há anos. A propriedade pertencia, inicialmente, a um homem que morava no Paraná (PR), no entanto, ele faleceu e deixou para herdeiros.
Ainda segundo a PM, as pessoas que receberam, venderam um lote para várias pessoas e assim foi sendo distribuída a terra. Porém, a área com mais de mil hectares não foi habitada na mesma proporção.
No dia 17 de outubro de 2015 ocorreu o maior massacre por disputa de terras do Estado nos últimos 20 anos, segundo a PM. No crime, cinco pessoas foram mortas, sendo uma delas queimada viva.
Os acusados de participação no crime, Eber Maciel da Costa e Marlos de Souza Cândido, foram condenados a 20 anos de reclusão, em um novo julgamento, que aconteceu em setembro do ano passado.
Além de Eber e Marlos, também são acusados de participação na chacina: Ilário Danelli e Enilton Procópio. Ilário é apontado como principal executor das vítimas e está foragido da Justiça.
Enilton também é procurado, mas constituiu advogado e recorre da decisão que o pronunciou ao Júri. Edson Marcelino da Silva chegou a ser suspeito, mas foi impronunciado, ou seja, não houve elementos suficientes para enviá-lo ao Tribunal do Júri.
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