Canal em Macapá está sendo alargado e desassoreado para melhorar passagem de água e evitar alagamentos em bairros (Foto: Rita Torrinha/G1)
Para evitar alagamentos em diferentes pontos da cidade de Macapá durante o período de chuvas intensas, o Canal do Jandiá, localizado na Zona Norte, está sendo alargado, desobstruído e desassoreado. Os serviços devem durar cerca de 30 dias, segundo a prefeitura.
Os trabalhos tiveram início na segunda-feira (19), na área embaixo da Ponte Sérgio Arruda, no bairro São Lázaro e vai avançar até a ponte da Rodovia do Pacoval, aonde o mato alto também prejudica a passagem da água. Quase um quilômetro de extensão será limpo.
O canal do Jandiá recebe fluxo de água de, pelo menos, oito bairros: Jardim Felicidade 1 e 2, Jesus de Nazaré, São Lázaro, Centro, Pacoval, Laguinho e Santa Rita, de acordo com o técnico da Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística (Semur), Aluízio Pedrada.
“Manter a passagem de água livre, sem sedimentos, lixo ou obstrução de qualquer natureza, pode evitar, por exemplo, alagamentos em pontos críticos já conhecidos na cidade, como os das avenidas Procópio Rola, Raimundo Alvares da Costa, que ficam no Centro da cidade, e na Carlos Gomes, no bairro Santa Rita”, explica.
O técnico completa, dizendo que isso ocorre porque, o canal estando osbtruído, impede que a água desses bairros siga o fluxo normal. Com a vazão reduzida, a drenagem ocorre de maneira mais lenta, as águas se acumulam nesses pontos, causando os alagamentos.
Trabalho vai avançar até a ponte da Rodovia do Pacoval (Foto: Rita Torrinha/G1)
Os barrancos de areia dentro do canal são resultado de décadas de armazenamento de detritos. Por isso, foi necessário a ajuda de tratores para cavar as margens e fazer o alargamento, e também de jato d’água, usado para desmanchar os bancos de areia.
A Semur ainda não sabe precisar a quantidade de terra e lixo retirados, mas adianta que foram toneladas. O problema não é maior porque as casas que existiam em uma área de invasão no Jandiá foram retirados.
Além do assoreamento natural, a atitude da população, de jogar lixo nos canais e em vias públicas, também contribuem com a sujeira. Por isso Pedrada faz um apelo à população.
“É primordial que as pessoas deixem de jogar lixo dentro dos canais e até nas ruas. A gente encontra todo o tipo de entulho, sofá, guarda-roupa, cascos de televisores, tudo. A população precisa ajudar. Muito do que vai para as ruas é levado pela água para os canais”, completa.
Toneladas de terra estão sendo retiradas do leito e das margens do canal (Foto: Rita torrinha/G1)
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