Cerca de uma tonelada de pescado ilegal foi apreendido no Porto do Grego, em Santana (Foto: Batalhão Ambiental/Divulgação)
Mais uma apreensão em grande quantidade de pescado foi realizada durante período de defeso em Santana, município a 17 quilômetros de Macapá. Cerca de uma tonelada do produto foi encontrado nesta terça-feira (6) em 12 cubas de isopor no Porto do Grego. Foi o quarto flagrante em menos de um mês.
O pescado foi apreendido na madrugada, durante uma fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que identificou a infração e acionou o Batalhão Ambiental da Polícia Militar (PM). O responsável pela mercadoria não foi encontrado.
As espécies são aracu, mapará, pacu, aruanã, sarda, acará, apaiari, pirapitinga, mandubé, piranambu e pescada. De 15 de novembro até 15 de março, a pesca de espécies, como as que foram encontradas no porto, é proibida no Amapá, devido a época de reprodução desses peixes.
Durante esse período de proibição, aproximadamente 15 mil pescadores que vivem da atividade recebem o benefício do seguro defeso, que ao todo é de quatro salários-mínimos.
Produto estava dividido em 12 cubas de isopor (Foto: Batalhão Ambiental/Divulgação)
Esta foi a quarta apreensão em menos de um mês só em Santana. Após a inspeção da Vigilância Sanitária, os peixes foram doados para entidades filantrópicas.
No sábado (4), pelo menos, 50 quilos de pescado capturados irregularmente foram apreendidos no enquanto seriam comercializados no bairro Igarapé da Fortaleza. A ação de combate foi feita pelo Batalhão Ambiental. Um homem foi preso.
Em janeiro, no dia 28, cerca de 400 quilos de peixes foram descobertos também durante fiscalização da Sema, no Porto do Grego. O produto foi recolhido, avaliado e doado para instituições sociais. O responsável pelo crime não foi identificado.
Peixes foram apreendidos no período de defeso no Amapá, no dia 11 de fevereiro (Foto: Imap/Divulgação)
Outra tonelada de pescado foi apreendido no dia 11 em uma embarcação atracada na área portuária. Fiscais do Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap) faziam operação de rotina, em decorrência do período de defeso, quando encontraram o produto irregular.
O pescado estava em um barco que trazia passageiros de Santarém, município do Pará. Questionado pela PM, o dono da embarcação disse não saber a quem pertencia o produto. Os peixes também foram doados para instituições filantrópicas.
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