João Costa diz que já caiu duas vezes da ponte enquanto fazia a travessia (Foto: Jéssica Alves/G1)
Pontes em madeira que dão acesso a residências no bairro Congós, na Zona Sul de Macapá, são alvo de reclamação dos moradores, que alegam péssimas condições para fazerem a travessia. O problema é maior para os portadores de deficiência, que até evitam sair de casa em dias de chuva, devido aos riscos.
A prefeitura de Macapá informou que um cronograma de construção e revitalização de pontes está sendo realizado na capital, por meio do programa Calha Norte, do Governo Federal. Em relação ao bairro Congós, foi informado pela Secretaria Municipal de Obras (Semob) que novos projetos poderão ser executados, mas o órgão não indicou data de início.
Pontes em madeira dão acesso a residências no bairro Congós, na Zona Sul de Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)
Um dos moradores que reclama da situação é o autônomo João Costa, de 46 anos, que anda com a ajuda de muletas. Ele diz que a ponte que dá acesso à sua casa está com a madeira comprometida e, em dias de chuva, o local fica escorregadio. A essas condições de precariedade ele atribui o fato de ter caído duas vezes da estrutura.
“Eles [poder público] só fizeram manutenção na ponte principal, mas as outras deixaram de lado. É ruim para atravessar aqui e, por causa da chuva, já caí duas vezes. Agora eu evito sair de casa, porque é perigoso”, disse.
Lamento semelhante faz o aposentado Jorge Quaresma, de 65 anos, que conta com a ajuda de familiares para poder sair de casa e andar sobre a ponte. Ele mora há três anos no bairro e, nesse período, diz que o local não recebeu serviços de manutenção.
“Acredito que todos os moradores devem ser beneficiados com os trabalhos de recuperação, pois se fazem um serviço, tem que ser para todos”, reclamou.
A comunidade pede reforma urgente para o local. Segundo os moradores, o último serviço foi realizado há mais de cinco anos na região. A prefeitura de Macapá informou que encaminhará técnicos para avaliar a situação e encaminhar providências.
Jorge Quaresma, de 65 anos, conta que precisa de ajuda de familiares para poder sair de casa, em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)
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