Palestra da UFJF vai discutir uso da maconha para fins medicinais (Foto: Laura Lezza/Getty Images)
O Grupo de Apoio a Pais e Profissionais de Pessoas com Autismo (Gappa) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realiza nesta sexta-feira (23) uma palestra para debater o uso medicinal da maconha.
O evento é gratuito e aberto à comunidade e as inscrições para participação na atividade podem ser feitas pela internet.
A palestra “Uso Terapêutico dos Canabinoides” será ministrada pelo médico e ativista pela legalização do uso medicinal da cannabis, Paulo Fleury Teixeira, às 19h, no anfiteatro das Pró-reitorias.
Em seguida, haverá debate sobre o assunto com a presença do palestrante, do professor da Faculdade de Medicina da UFJF, Márcio Alves, da doutora em Psiconeurobiologia, Sueli Mendonça Netto e da neuropediatra Valéria Modesto Barbosa Leal.
A cannabis medicial está em processo de consulta pública no Senado Federal e um Projeto de Lei da senadora Marta Suplicy (MDB) pretende legalizar o plantio para fins medicinais. Além disso, foi recentemente incluída como medicamento reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com o professor da Faculdade de Medicina da UFJF e um dos organizadores do evento, Márcio Alves, relevância do debate no âmbito universitário acerca do uso terapêutico dos canabinoides, que já é realidade nos Estados Unidos, Canadá e Europa.
"A pesquisa e a tecnologia em cannabis medicinal têm tido um boom nos últimos dez anos, especialmente após o governo americano e outros países permitirem a continuidade das pesquisas com as substâncias proibidas. As evidências são tantas, principalmente em relação aos canabinoides, que as pessoas se arvoram a utilizar mesmo antes das regulamentações estarem disponíveis. Atualmente, nos Estados Unidos, Canadá, Europa, o uso terapêutico dos canabinoides já é uma realidade. No Brasil, já existem grupos ativistas que conseguiram avanços importantes, como o Grupo Abrace que atua no nordeste", disse.
Alves destaca ainda que os canabinoides têm sido utilizados em inúmeros tratamentos medicinais, inclusive de pessoas autistas.
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