quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

OAB cria comissão para apurar trabalhos da Operação 'Fênix' em Uberlândia

Operação 'Fênix' foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual de Uberlândia, por meio do Gaeco, em dezembro (Foto: Túlio Amâncio/G1)Operação 'Fênix' foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual de Uberlândia, por meio do Gaeco, em dezembro (Foto: Túlio Amâncio/G1)

Operação 'Fênix' foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual de Uberlândia, por meio do Gaeco, em dezembro (Foto: Túlio Amâncio/G1)

A 13ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Uberlândia, criou uma comissão especial para apurar os trabalhos da Operação “Fênix”, nesta quinta-feira (22). A operação foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em dezembro, resultando na prisão de advogados e delegados.

A segunda fase da Fênix ocorreu na última segunda-feira (19) com a prisão preventiva de mais dois advogados e mais um mandado contra o delegado André Corazza, que estava recolhido na Casa de Custódia em Belo Horizonte.

De acordo com a presidente da OAB, Ângela Parreira de Oliveira, a comissão instituída é formada por advogados de Uberlândia e Belo Horizonte e tem o objetivo de fazer um levantamento dos trabalhos envolvendo os advogados, bem como os trâmites dos processos.

Além disso, também irá analisar e apurar os depoimentos dos envolvidos. Ainda segundo Ângela, as pessoas envolvidas na operação podem procurar a OAB para prestar esclarecimentos. Ao fim dos trabalhos, será feito um relatório para ser encaminhado para os órgãos competentes.

Operação

A operação foi deflagrada pelo Ministério Público, por meio do Gaeco de Uberlândia, no dia 19 de dezembro. A megaoperação culminou no cumprimento de mandados contra corrupção, associação criminosa, roubos, falsidade ideológica e outros crimes em Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

Durante a primeira fase foram cumpridos mais de 200 mandados contra policiais civis, incluindo investigadores, escrivães e delegados, além de advogados. Na segunda, mais três mandados de prisão preventiva.

Nesta quinta-feira (22), um empresário investigado dentro da operação também foi preso no Mato Grosso.

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