Operação 'Fênix' foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual de Uberlândia, por meio do Gaeco, em dezembro (Foto: Túlio Amâncio/G1)
A 13ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Uberlândia, criou uma comissão especial para apurar os trabalhos da Operação “Fênix”, nesta quinta-feira (22). A operação foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em dezembro, resultando na prisão de advogados e delegados.
A segunda fase da Fênix ocorreu na última segunda-feira (19) com a prisão preventiva de mais dois advogados e mais um mandado contra o delegado André Corazza, que estava recolhido na Casa de Custódia em Belo Horizonte.
De acordo com a presidente da OAB, Ângela Parreira de Oliveira, a comissão instituída é formada por advogados de Uberlândia e Belo Horizonte e tem o objetivo de fazer um levantamento dos trabalhos envolvendo os advogados, bem como os trâmites dos processos.
Além disso, também irá analisar e apurar os depoimentos dos envolvidos. Ainda segundo Ângela, as pessoas envolvidas na operação podem procurar a OAB para prestar esclarecimentos. Ao fim dos trabalhos, será feito um relatório para ser encaminhado para os órgãos competentes.
Operação
A operação foi deflagrada pelo Ministério Público, por meio do Gaeco de Uberlândia, no dia 19 de dezembro. A megaoperação culminou no cumprimento de mandados contra corrupção, associação criminosa, roubos, falsidade ideológica e outros crimes em Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.
Durante a primeira fase foram cumpridos mais de 200 mandados contra policiais civis, incluindo investigadores, escrivães e delegados, além de advogados. Na segunda, mais três mandados de prisão preventiva.
Nesta quinta-feira (22), um empresário investigado dentro da operação também foi preso no Mato Grosso.
0 comentários:
Postar um comentário