Servidores da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac) em Juiz de Fora paralisaram as atividades nesta quinta-feira (22) e se reunem na frente da Câmara Municipal, no Centro. Eles se manifestam contra o interesse da Prefeitura em transferir os serviços assistenciais da cidade para uma empresa de Belo Horizonte, praticando irregularidades nos trâmites do chamamento público.
O MGTV entrou em contato com a Prefeitura em busca de respostas para esses questionamentos, mas ainda não obteve retorno.
De acordo com a Polícia Militar (PM), cerca de 100 pesoas participam do ato. Os militares disseram que, além dos funcionários da Amac, servidores do Abrigo Santa Helena e Instituto Dom Orione também participam da manifestação.
De acordo com o sindicato do grupo, cerca de 70% dos funcionários devem aderir ao ato. A Amac é responsável pelas creches nos bairros Barbosa Lage, Bairro de Lourdes, Bandeirantes, Benfica, Central, Cerâmica, Ipiranga, Jóquei Clube, Linhares, Milho Branco, Monte Castelo, Olavo Costa, Retiro, São Benedito, São Pedro, Santa Cecília, Santa Efigênia, Santa Luzia, Santa Rita, Santa Cruz e Vila Ideal.
Os servidores exigem mais transparência no chamamento público que envolve repasse de verbas para creches, casas de acolhimento e curumins na cidade.
No dia 8 de fevreiro, a categoria já tinha se reunido em assembleia, no salão do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF), para definir a pauta de reivindicações de 2018. Durante a assembleia, a categoria aprovou a negociação do IPCA do período, além de 5% de ganho real como recomposição salarial.
Também ficou definido que será cobrada a elevação do valor do ticket alimentação de R$ 200 para R$ 300 e a ampliação do benefício para todos os trabalhadores.
Uma audiência pública para discutir o futuro da associação deveria ter acontecido nesta quinta, mas foi cancelada pelo Plenário da Câmara.
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