
UFJF implanta sistema para avaliar alunos que ingressam por meio de cotas raciais
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) vai realizar uma avaliação de alunos que entraram na instituição por meio da política de cotas raciais após denúncias sobre candidatos que foram classificados e efetuaram a pré-matrícula, mas não estavam de acordo com os critérios estabelecidos pela lei.
A meta é verificar se os futuros universitários se enquadram dentro das condições estabelecidas pelo edital da UFJF , conforme as regras de cotas para negros, pardos e indígenas.
De acordo com o diretor de Ações Afirmativas, Julvan Moreira, a comissão já foi criada e é composta por professores e técnicos administrativos de diversas áreas. Já os critérios de análise ainda não foram todos definidos. O trabalho deve ser concluído na próxima semana pra que os alunos que vão se matricular já sejam submetidos a avaliação da comissão.
A comissão aguarda a confirmação de matrícula do Sisu e do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) para dar andamento aos trabalhos.
Em julho de 2017, a UFJF, construiu uma comissão responsável pela analise da documentação da matricula de candidatos com deficiência. Dos 52 processos expedidos, 24 foram indeferidos, muitos por falta de documentação e por serem casos não aptos a entrarem na cota.
Segundo a presidente da comissão para pessoas com deficiência, Katiucia Vargas, explica os critérios que são considerados na avaliação. "Nós analisamos os laudos médicos bem detalhados com relação ao tipo de deficiência, ao código internacional de doença de acordo com a legislação".
Além dessa análise, é feita também uma entrevista pra que a universidade possa ampliar a acessibilidade de acordo com cada estudante.
Pórtico Norte do campus da UFJF em Juiz de Fora (Foto: Caique Cahon/Divulgação)
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