terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Controle de volume de água previne enchentes no interior do AP, diz Iepa

Ponte, rio Jari, Laranjal do Jari, Amapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Água no rio Jari apresentou menor volume em 2017
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)

As águas do rio Jari, ao Sul do Amapá, apresentaram em 2017 volume menor do que o medido em anos anteriores, por causa do represamento da água com implantação da Hidrelétrica de Santo Antônio, no município de Laranjal do Jari, a 265 quilômetros de Macapá.

O Núcleo do Hidrometeorologia do Instituto de Pesquisas do Amapá (Iepa) diz que a situação previne a ocorrência de enchentes em cidades no interior.

Até esta terça-feira (21) não havia registros de enchentes em cidades na região Sul do estado, como Jari, Vitória do Jari e Calçoene, onde, anualmente, existiam ocorrências, informou o cabo Marlon Dias, da Defesa Civil do Amapá, que atua no Iepa.

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"Podemos afirmar que em tese qualquer barragem já é uma medida de controle sobre um rio e quanto maior a área do lago que a barragem armazena, maior será a margem de manobra para absorver o impacto das chuvas que caem. Logo, a hidrelétrica no rio Jari serve como uma medida de controle no volume de água e também para alertar sobre a probabilidade de cheias", explicou Dias.

A região passa por monitoramento da Defesa Civil estadual, com a  instalação de uma estação meteorológica, que facilita o monitoramento quase que em tempo real. O trabalho é o apoio do Núcleo de Hidrometeorologia.

"Historicamente, os municípios da região Sul apresentavam problemas de alagamentos e inundações, mas, este ano, a situação ficou mais controlada devido a Hidrelétrica de Santo Antônio", reforçou Marlon Dias.

O Núcleo de Hidrometeorologia aponta que o volume de água em 2017 era esperado para o início do ano. Até esta publicação, não havia registro de previsão de cheia no rio.

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