segunda-feira, 6 de março de 2017

Há nove anos em construção, presídio de RO tem nova data para conclusão

Presídio de Ariquemes (Foto: Jeferson Carlos/G1)Presídio de Ariquemes está em construção há nove anos, mas Sejus diz que será entregue em julho deste ano, finalizada (Foto: Jeferson Carlos/G1)

Após nove anos em construção, as obras do novo presídio de Ariquemes (RO), município na região do Vale do Jamari, possuem uma nova data para a conclusão. De acordo com a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), a nova unidade prisional deve ser entregue para entrar em funcionamento em julho deste ano, depois de quatro paralisações durante os anos e vários saques de materiais.

Com toda a estrutura finalizada, cerca de 10 homens trabalham na área externa e relatam que os serviços estão adiantados. O local terá capacidade total para 360 detentos e o valor inicial da obra foi orçado em R$ 5,4 milhões.

Em julho de 2016, devido à superlotação da Casa de Detenção, a Sejus informou que a obras seriam retomadas após passar por um processo licitatório para a conclusão de 120 celas. O valor desta licitação foi de R$ 1,75 milhão. Na época, o órgão relatou que as primeiras celas seriam entregues em 105 dias, mas nenhum detento foi transferido para o local.

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Paralisações
Desde que iniciou em 2008, a construção passou por diversas paralisações. Em novembro de 2012, a empreiteira responsável na época, paralisou as obras alegando falta de pagamento. Cinco meses depois, uma nova empresa retomou o serviço, que deveria ser entregue em 90 dias, mas a construtora pediu a rescisão contratual.

Em 2014, as obras iniciaram, mas paralisaram novamente. Em fevereiro de 2015, as instalações foram saqueadas, e na ocasião foram levados fios de energia elétrica, aparelhos sanitários, lâmpadas, torneiras e diversos outros equipamentos que estavam instalados no prédio que ficava sem vigilância. Um mês depois, os serviços foram retomados e após alguns reparos paralisou outra vez.

Um procedimento de licitação foi realizado em setembro de 2015 para retomar a construção, mas foi considerado fracassada pela Sejus. Apenas duas empresas se apresentaram para concorrer a obra e nenhuma delas estava apta para realizar os serviços.

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