O segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa) apontou índice de 4,8% em Juiz de Fora. Conforme divulgado na manhã desta quarta-feira (22) pela Secretaria Municipal de Saúde, foram encontrados focos em 290 imóveis, o que caracteriza risco de epidemia. O resultado é superior ao levantamento feito em janeiro deste ano: 3,4%. De acordo com o Ministério da Saúde, igual ou acima de 4% indica risco de surto.
A Prefeitura informou que agentes de endemias visitaram 6.044 imóveis em 209 bairros durante uma semana em março e que as propriedades particulares são a principal preocupação, acumulando 85% dos focos. A maior incidência de infestação foi nos bairros Nova Benfica, Bandeirantes, Parque Guarani, Santa Terezinha, Santa Cândida, Borborema, Mundo Novo e Nova Era.
A Secretaria de Saúde destacou que é o índice mais baixo de março desde 2013, quando foi registrado 7,7%; em 2015 foi de 6,8%. Em 2014 e 2016 não foram realizados LIRAa neste período do ano.
O número de notificações de casos de dengue no primeiro trimestre é o menor desde 2013. De janeiro até agora, Juiz de Fora notificou 98 casos suspeitos de dengue, contra 19.746 em 2016, 229 em 2015, 118 em 2015 e 1.058 em 2013.
Combate
A partir deste resultado, a Prefeitura informou que irá ampliar e reforçar as ações já em andamento para prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunia e febre amarela.
Além das orientações aos moradores para manter atenção aos cuidados nas casas, para evitar a proliferação do mosquito, há aplicação do fumacê nos locais onde há índice maior de infestação ou onde foram notificados casos.
Desde o fim de 2016, os agentes de endemias foram regionalizados e passaram a ficar baseados nas unidades de saúde. Eles atuam em conjunto com os comunitários no território, fazendo o trabalho com a população, para conscientização e orientação de profilaxia dentro de cada moradia.
A "Sala de Operações" que reúne as secretarias no combate está em funcionamento no prédio da Defesa Civil. Quem suspeitar de algum foco deve denunciar ao Disque Dengue, pelo 199, que atende 24 horas.
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