Na audiência realizada no MPT, em Porto Velho, servidores do ex-território são consultados se aceitam ou não o valor calculado pela União. Dívida é cobrada há 28 anos.
Teve início na última segunda-feira (3), em Porto Velho, uma audiência pública no Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre uma dívida da União que é cobrada há 28 anos. A dívida, que é alvo de processos desde 1989, é referente a diferenças salariais de mais de dois mil servidores da área técnica da Educação do ex-território de Rondônia. Esta semana, os beneficiários serão consultados, se aceitam ou não a proposta de valores que o Governo pretende pagar.
Segundo o sindicato da categoria, Sintero, muitos servidores já morreram e são representados por filhos ou parentes próximos. Na última segunda-feira, primeiro dia de audiência, foram agendados os trabalhadores que moram no interior.
Juntos, os 2,1 mil servidores têm R$ 650 milhões para receber da União, por conta de uma ação movida pelo Sintero. De acordo com o sindicato, eles eram servidores do ex-território, passaram para o quadro federal, mas nunca receberam como os demais funcionários da União. É essa diferença que está sendo cobrada.
O processo é longo e provocou a intervenção do Ministério Público do Trabalho ainda em 2011. Depois de tanta espera, os trabalhadores dizem que só têm uma expectativa, que o Governo Federal atenda a decisão da Justiça de 1993.
Em entrevista à Rede Amazônica, o Juiz do Trabalho José Roberto da Silva, que cuida do caso, explica que cada servidor vai dizer se aceita ou não o valor que, pelos cálculos da União, tem direito de receber.
O dinheiro em conta, eles devem ter só em 2018, porque o pagamento terá que entrar no orçamento da União.
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