terça-feira, 18 de abril de 2017

Briga entre médica e mãe de criança vira caso de polícia em Juiz de Fora

Adolescente contestou atendimento à filha e fez ameaças. Segundo BO, médica tentou deixar local e foi conduzida coercitivamente. Sindicato reclama de truculência da PM contra a profissional

Caso ocorreu no Pronto Atendimento Infantil (PAI) da Avenida dos Andradas em Juiz de Fora (Foto: TV Integração/ Reprodução)Caso ocorreu no Pronto Atendimento Infantil (PAI) da Avenida dos Andradas em Juiz de Fora (Foto: TV Integração/ Reprodução)

Caso ocorreu no Pronto Atendimento Infantil (PAI) da Avenida dos Andradas em Juiz de Fora (Foto: TV Integração/ Reprodução)

Uma briga entre uma adolescente de 16 anos, que é mãe de uma bebê de quatro meses, e uma médica de 48 anos que atendeu a criança virou caso de polícia na tarde desta segunda-feira (17) em Juiz de Fora. As duas foram conduzidas para a Delegacia. Para o Sindicato dos Médicos, a profissional foi tratada com truculência pela Polícia Militar (PM), conforme posicionamento divulgado em nota.

O G1 entrou em contato com as assessorias da Secretaria Municipal de Saúde e da Polícia Civil para ter mais informações sobre o caso e aguarda retorno. Sobre a alegação do Sindicato dos Médicos a respeito da ação policial, o G1 solicitou informações à assessoria da 4ª Região da Polícia Militar (RPM) e também espera a resposta.

De acordo com a ocorrência, registrada como lesão corporal consumada, a adolescente reclamou do atendimento que a filha recebeu no Pronto Atendimento Infantil (PAI), na Avenida dos Andradas, no Centro. O texto informa que a equipe da PM compareceu à unidade pouco depois que a garota e a médica entraram "em vias de fato" no local. A adolescente, na presença de testemunhas, passou a ameaçar esfaquear a médica.

Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), a médica se recusou a comparecer de forma espontânea à delegacia, dizendo que estava no local de trabalho, dispensando a presença da polícia. Durante o registro do caso, a adolescente insistiu nas ameaças à médica de plantão dizendo que iria esfaqueá-la.

Consta no BO que a médica aproveitou o tumulto formado no local e tentou sair sem ser percebida, mas foi impedida pelos policiais. Diante da resistência, a mulher foi conduzida de forma coercitiva à presença da Delegacia, para que fossem tomadas as demais providências.

Em nota, o Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata contestou, de forma veemente, a forma como uma médica do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e a superior foram tratadas pela Polícia Militar (PM).

“Estamos extremamente surpresos, indignados e revoltados com a situação da médica, que foi covardemente agredida dentro do seu ambiente de trabalho, o PAI. E o que é pior quando a PM foi chamada para intervir, atuou truculentamente e chegou a agredir a médica. Vamos acionar os canais e cobrar respostas do secretário José Armando e do Coronel Nocelli, com quem já fizemos reunião, destacando a insegurança para os profissionais que trabalham no serviço de saúde de Juiz de Fora. O Sindicato está dando todo apoio a médica e vamos acompanhar os fatos de perto e esta situação não pode voltar a se repetir", afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata, Gilson Salomão, no texto enviado pela assessoria.

A nota relatou também que a reunião citada pelo presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata, Gilson Salomão, ocorreu no dia 13 de março deste ano com o Comandante da Polícia Militar, coronel Alexandre Nocelli, e com representantes da Polícia Civil e Guarda Municipal, além do Secretário de Segurança e Cidadania (Sesuc), José Armando Pinheiro da Silveira, para discutir a busca de maior segurança para os profissionais da área da saúde.

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