Orla foi interditada pela Defesa Civil após risco de desabamento. Licitação para início das obras já está em andamento; trabalhadores serão remanejados.
Catraieiros, taxistas, mototaxistas e ambulantes dependem do local para exercer as atividades. A cidade, que fica a 590 quilômetro de Macapá, faz fontreira com a Guiana Francesa. Na orla são oferecidos diversos serviços como o transporte sobre o rio Oiapoque e venda de refeições.
A prefeita de Oiapoque, Maria Orlanda, informou que os trabalhadores poderão contar com um local provisório enquanto a reforma da orla estiver em andamento. Será construída uma rampa de madeira em frente ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) da cidade, para ser usada pelos catraieiros.
"Jamais vou deixá-los desamparados, mas estou preocupada com uma orla que está comprometida. É a vida das pessoas que ali estão. A travessia não pode parar", reforçou.
A autônoma, Marlene Pereira, trabalha na orla há 3 anos vendendo comida no local. Apesar de apoiar a reconstrução do muro de arrimo, está preocupada com o trabalho, que é a única fonte de renda da família. "Claro que não podemos impedir o progresso, mas também não podemos ser prejudicados", disse.
De acordo com a Seinf, o processo de licitação para a contratação da empresa está em andamento. Serão instaladas placas indicativas para que a população saiba dos riscos e assim, prevenir acidentes.
“As obras devem começar pela segurança das pessoas. Vamos fazer o possível para que ninguém saia prejudicado enquanto a obra estiver em andamento”, assegurou o titular da pasta, João Henrique Pimentel.
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