Hérica estava internada no Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF) há dois meses. Ninguém foi responsabilizado pelo crime.
Foi enterrado no fim da manhã desta quinta-feira (13) o corpo da travesti Hérica Isidoro, de 24 anos, vítima de violência em fevereiro deste ano. Segundo a polícia, Hérica foi espancada e jogada de uma passarela na Avenida José Bastos, em Fortaleza. Hérica morreu na manhã desta quarta-feira (12), dois meses depois de ser internada com traumatismo craniano no Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro da capital.
Na manha desta quinta-feira, parentes e amigos se reuniram em uma igreja do Bairro Bela Vista para velar o corpo. Um momento de muita comoção. O velório ocorreu na tarde desta quarta-feira na Igreja Nossa Senhora da Salete, no Bairro Bela Vista. Para a mãe, o preconceito tão temido pela família foi o que motivou o crime.
“Por que tanto preconceito? Por que tanta raiva dos outros? Se as pessoas não se aceitam como são o problema é delas. Mas ela se aceitava e era feliz do jeito que ela era”, questiona Vânia Castro, mãe da travesti. O caso de agressão à Hérica ocorreu pouco dias antes de caso semelhante com a travesti Dandara dos Santos, espancada, apedrejada e morta a tiros.
Segundo um amiga de Hérica, que preferiu não se identificar, a travesti teve a morte confirmada às 7h desta quarta-feira. O quadro clínico da travesti se agravou ao longo da semana. Hérica teve uma parada cardíaca durante a madrugada e faleceu. A família de Hérica reclama que, até o momento, não recebeu nenhuma informação sobre os autores da agressão.
0 comentários:
Postar um comentário