Entidade é a única credenciada pelo SUS que dá assistência deste tipo na cidade. Prefeitura estuda medida para ajudar o instituto.
O Instituto Médico de Ortopedia e Traumatologia (IMOT) em Ituiutaba passa por uma crise financeira e ameaça suspender os atendimentos na cidade. A instituição é o único local credenciado para atender a rede pública, não recebe subvenção da Prefeitura e paga as consultas com o dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). Sobre o assunto, a Prefeitura informou que estuda uma medida para ajudar o instituto e tentar garantir a manutenção do atendimento.
A clínica funciona há 30 anos e desde o início recebe a verba federal, mas há 14 nos não existe reajuste por parte do Ministério da Saúde e vêm recebendo apenas R$ 5 por atendimento de cada paciente. Com isso, a situação se agravou.
Segundo a diretora do IMOT, Sandra Gouveia, o único reajuste já feito aumentou corresponde a R$ 0,30 a mais. “O que temos pleiteado do município é uma contrapartida que possibilite que o serviço continue”, destacou.
Mensalmente, 400 pacientes que não têm condições financeira para arcar com tratamento fisioterápico são atendidos na clínica, que tem equipe composta por médicos e fisioterapeutas que trabalham constantemente para não prejudicar a evolução dos tratamentos. Existem pacientes que viajam 70 quilômetros toda semana para poder usar o serviço.
“O ganho da gente é pouco, mas conseguimos vir duas vezes na semana para poder ter o tratamento que minha esposa precisa”, disse o motorista Donaldo Faria da Silva, que leva a mulher para tratar das sequelas de um AVC.
A unidade ainda disponibiliza duas vans, que buscam e levam pacientes que não conseguemir até a clínica. Segundo Sandra Gouveia, são pessoas que moram longe ou que às vezes estão com alguma paralisia.
O fisioterapeuta Elcio Bento dos Santos Júnior frisou que a fisioterapia é fundamental para os pacientes que frequentam a instituição, pois pode possibilitar a volta da qualidade de vida, recuperando lesões e, nos caso dos AVCs, propiciando melhoras expressivas.
Aposentado há 10 anos, Moacir Menezes da Silva tem artrose, problemas de coluna e depende da fisioterapia para viver melhor . “Se não tiver aqui, para onde nós vamos?“, indagou. A situação de Elton Ébio da Silva também é semelhante e precisa da clínica para tratar da artrose que chegou à coluna. “Eu dependo desse tratamento e mesmo assim não estou bem de saúde. Imagine se eu não estive tratando lá?”, concluiu.
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