Professora Veridiana Rodrigues foi morta pelo sargento Clóvis Durade Cândido em 2015. Comando-Geral da PM havia acatado parecer e efetivado exclusão do policial.
O processo administrativo instaurado pelo comando da Polícia Militar (PM) de Uberlândia, referente à demissão do sargento acusado de matar a professora Veridiana Rodrigues Carneiro, recebeu parecer favorável pela demissão do policial. Agora, a defesa aguarda apreciação de recurso em última instância junto ao governo do Estado de Minas Gerais para tentar reverter a decisão.
O G1 procurou a advogada responsável pelo processo, Sirlene Duarte, para saber mais detalhes sobre o caso, porém ela estava em uma audiência e não pôde conceder entrevista nesta segunda-feira (10).
Segundo o assessor de comunicação da 9ª Região de Polícia Militar (RPM), major Julio César Cerizze Cerazo de Oliveira, mesmo que o governo mantenha a decisão da PM e Clóvis Durade Cândido seja condenado criminalmente, ele pode continuar cumprindo pena como militar.
“Por enquanto ele permanece preso em uma cela do 17° batalhão. Caso o governo acate o parecer da PM e ele seja condenado pela Justiça, os advogados podem pleitear que ele continue no presídio militar ou vá para o presídio de Contagem, que contém um pavilhão só para ex-policiais”, disse.
Paralelo ao processo que tramita na esfera judicial, o comando em Uberlândia criou uma comissão para avaliar, administrativamente, a situação do policial. A comissão formada por três militares concluiu durante o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), em maio do ano passado, que o policial não tinha condições de permanecer no posto diante aos fatos. O Comando-Geral em Belo Horizonte acatou o parecer e efetivou a exclusão do militar da corporação.
Uma das argumentações da defesa era de que o réu apresentava perturbação de saúde mental durante a ocasião do crime, conforme comprovado em laudo, e que a corporação sabia que ele passava por problemas psicológicos. O major da PM, Júlio Cesar, negou a conivência da polícia sobre a questão e reforçou que o estado dele deveria estar registrado na seção de saúde do comando desde o início do tratamento, o que não ocorreu.
O assassinato da professora da rede municipal ocorreu na manhã do dia 27 de outubro de 2015, depois que Veridiana saiu da escola onde lecionava. Imagens de câmeras de segurança flagraram o policial correndo atrás da mulher, atirando e fugindo em seguida. Ela foi atingida por 13 tiros e o homem preso em flagrante em um bar próximo ao local.
De acordo com a família da vítima, Veridiana e Clóvis namoraram por um ano e o homem não aceitava o fim do relacionamento.
Na última semana, o G1 noticiou que Durade irá responder por homicídio simples, uma vez que as qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima foram retiradas do processo. A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) está prevista para ser publicada ainda nesta segunda. O julgamento deverá ser marcado nos próximos dias.
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