Antônio Nunes reconheceu a necessidade de laboratórios especializados e equipamentos modernos no instituto; Assunto deve ser discutido na Alepi.
A falta de laboratórios especializados e equipamentos modernos no Instituto Médico Legal (IML) do Piauí foram alguns dos problemas discutidos com a comissão de parlamentares, durante reunião na manhã desta quarta-feira (5) em Teresina. O diretor de Polícia técnica e científica, Antônio Nunes, reconheceu as deficiências e pediu maior autonomia para o órgão.
"Essa autonomia direta resolveria os problemas atuais. Não temos uma verba própria, tudo precisa de licitação e a demora atrapalha na identificação, análise e liberação dos corpos. Já conseguimos alguns equipamentos como scaner de corpos, laboratório de balística e vídeo fonética, mas precisamos avançar com relação ao Instituto de DNA Forense e os laboratórios especializados, como de toxicologia, que tiveram autorização do governo estadual, com orçamento de R$ 3,2 milhões", explicou o diretor do IML.
Segundo Antônio Nunes, os equipamentos do Instituto de DNA e dos novos laboratórios seriam doados pelo governo federal. O diretor destacou também a necessidade de mais profissionais no IML, que deve ser suprida com um concurso até o final do ano, e a criação de novos núcleos na região Sul do estado.
O presidente do Sindicato dos Peritos, Jorge Andrade, também participou da reunião e aproveitou a oportunidade para pedir a aquisição de novos equipamentos para o instituto. "Precisamos de equipamentos mais modernos, pois os que estão na perícia já estão obsoletos. Os últimos foram doados pelo governo do estado há 10 anos", falou.
Para o perito de fonética forense Rawlinson Ibiapina, a aquisição de equipamentos modernos ajudaria a perícia na investigação de crimes mais complexos. Ele também destacou a necessidade de mais treinamentos para aperfeiçoamento da equipe a nível mundial.
O deputado estadual Rubem Martins (PSB), responsável por convocar a reunião, esclareceu que a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) pode mobilizar e sensibilizar o governador para dar celeridade ao processo de licitação do Instituto de DNA, que encontra-se em tramitação na Secretaria de Administração.
"Temos outros problemas tão pequenos como os laboratórios auxiliares, como de identificação de digitais para elucidar crimes e banco de DNA. Vamos unir o esforço da Assembleia e procurar as instituições como Ministério Público para dar andamento legal. Queremos também ouvir os servidores e sindicatos para solucionar esta situação", comentou o deputado.
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