segunda-feira, 17 de abril de 2017

Fórum vai cobrar fiscalização para combater crimes no transporte hidroviário no Amapá

Idéia é combater crimes como o tráfico de crianças e prostituição infantil, transporte irregular de combustível e falta de cumprimento de horários, entre outros.

Órgãos ligados à segurança e fiscalização do transporte hidroviário no Amapá vão criar um fórum permanente para discussão de melhorias para o setor. A medida segue exemplo do trabalho que já acontece no Pará. A previsão é de que mudanças sejam aplicadas ainda em 2017. A primeira reunião está marcada para o dia 30 de maio, em Macapá.

Nesta segunda-feira (17), uma reunião solicitada pela Marinha do Brasil discutiu soluções para a melhoria do transporte de passageiros, mercadorias e cargas nos rios do Amapá.

De acordo com o comandante da Capitania dos Portos, capitão Aderson Oliveira Caldas, o setor de inteligência do órgão continua observando a ocorrência de crimes sem uma fiscalização efetiva.

“Verificamos a presença de menores sem nenhum tipo de autorização dos pais, o que pode dar uma ideia de tráfico de crianças e prostituição infantil. Também temos problemas de crimes ambientais quanto ao transporte irregular de combustível. Verificamos que, às vezes, as linhas regulares de transportes não cumprem com os horários. É uma série de delitos que verificamos durante as nossas fiscalizações, e uma maior integração dessas instituições pode reduzir ou até acabar com eles”, falou Caldas.

Vão integrar o fórum representantes da Defesa da Infância e Juventude, Proteção do Meio Ambiente, Consumidor, Segurança Pública, Segurança da Navegação e Infraestrutura Portuária, segundo o Ministério Público.

“Essa problemática não é de hoje. É algo que já está aí há muito tempo para ser trabalhada e não há um enfrentamento. Então a gente precisa efetivar essa fiscalização, essa cobrança, de modo que o serviço seja prestado com qualidade, segurança, eficiência. Antes que aconteça uma tragédia, é necessário que comecemos a ver quais as soluções”, disse o promotor de Direitos Constitucionais Paulo Celso Ramos.

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