Movimento começou após a prefeitura de Teresina descontar o adicional de insalubridade para várias categorias. Gestão municipal diz que retirada foi baseada em laudos.
A greve dos servidores da saúde pública municipal completou um mês nesta segunda-feira (10). Nesses 30 dias já houve conversas sem acordo e uma população impactada pela paralisação de vários serviços. Segundo Sinésio Soares, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm), o impasse começou após a prefeitura de Teresina descontar dos trabalhadores o adicional de insalubridade e negar o retorno do benefício durante encontro com representantes dos servidores.
“Estamos fazendo o ato porque foi a retirada da gratificação dos trabalhadores. Durante uma conversa com a direção da Fundação Municipal de Saúde, o órgão se negou a devolver o adicional por insalubridade. Nós colocamos um prazo legal de 72 horas para que revisem a resposta, mas eles negaram. A greve continua e além da cobrança da insalubridade, nós estamos cobrando também o reajuste salarial”, afirmou.
O sindicalista afirmou que quatro órgãos continuam com o movimento grevista e que apenas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) voltou a sua normalidade. “Atualmente estão em greve os auxiliares administrativos, agentes de portaria, funcionários da Gerência de Vigilância Sanitária (Gevisa) e nesta segunda-feira (10) houve a adesão dos técnicos em radiologias do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). O pessoal do Samu recebeu o adicional de insalubridade e encerrou a greve na sexta-feira (7) e fomos surpreendidos no sábado (8) com a decisão da justiça de decretar ilegalidade nesse setor, mas a paralisação havia acabado antes”, contou.
Em nota, a FMS voltou a afirmar que laudos sustentam a retirada da gratificação e destacou não poder pagar por algo ilegal, porque seria improbridade administrativa. O órgão informou ainda que os servidores podem recorrer a Justiça. Sobre os atendimentos, a Fundação garantiu que eles continuam sendo feitos pelos 30% dos trabalhadores.
0 comentários:
Postar um comentário