terça-feira, 11 de abril de 2017

Justiça eleitoral nega cassação de mandato do 2º vereador mais votado em Uberlândia

Wender Marques (PSB) foi investigado pelo MPF por abuso de poder político. MPF diz que vai recorrer da decisão.

A Justiça Eleitoral julgou improcedente a ação do Ministério Público Federal (MPF) que denunciava o vereador de Uberlândia Wender Marques Andrade (PSB) e que pedia a cassação do mandato. O político, que recebeu 5.268 votos - sendo o segundo mais votado à Câmara da cidade - havia sido acusado de abuso de poder político, pois teria se beneficiado de bens e serviços públicos para realização de propaganda eleitoral nas Eleições 2016.

A decisão do juiz eleitoral de Uberlândia, Miller Justino, foi divulgada nesta terça-feira (11) e diz que faltaram provas robustas que caracterize o abuso de poder político. O promotor do MPF, Breno Lintz, autor das investigações, disse que irá recorrer da decisão até dia 19 de abril - prazo legal exigido para recurso.

Em entrevista ao G1 o vereador Wender Marques disse que foi alvo de uma conspiração para tentar prejudicar o mandato. “Eu sempre tive muita tranquilidade que a verdade prevaleceria. Sofremos essas perseguições e agora veio a verdade. Ficou provado que tentaram armar para tirar meu mandato. Confiávamos na Justiça e foram quase seis meses de calúnia. Agora vou poder continuar exercer meu trabalho”, comemorou.

A investigação, iniciada em novembro de 2016, apontava que Wender Marques, teria utilizado indevidamente de Organizações Não Governamentais (ONGs) para a divulgação da propaganda eleitoral dele. Além disso, o MPF alegou no processo que o político teria abusado do poder político quando foi assessor do ex-vereador e deputado federal Tenente Lúcio, passando a exercer, em 2013, a função de diretor de subvenção da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho, de modo a controlar as subvenções e privilegiar as ONGs por ele fundadas e controladas.

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