Wender Marques (PSB) foi investigado pelo MPF por abuso de poder político. MPF diz que vai recorrer da decisão.
A Justiça Eleitoral julgou improcedente a ação do Ministério Público Federal (MPF) que denunciava o vereador de Uberlândia Wender Marques Andrade (PSB) e que pedia a cassação do mandato. O político, que recebeu 5.268 votos - sendo o segundo mais votado à Câmara da cidade - havia sido acusado de abuso de poder político, pois teria se beneficiado de bens e serviços públicos para realização de propaganda eleitoral nas Eleições 2016.
A decisão do juiz eleitoral de Uberlândia, Miller Justino, foi divulgada nesta terça-feira (11) e diz que faltaram provas robustas que caracterize o abuso de poder político. O promotor do MPF, Breno Lintz, autor das investigações, disse que irá recorrer da decisão até dia 19 de abril - prazo legal exigido para recurso.
Em entrevista ao G1 o vereador Wender Marques disse que foi alvo de uma conspiração para tentar prejudicar o mandato. “Eu sempre tive muita tranquilidade que a verdade prevaleceria. Sofremos essas perseguições e agora veio a verdade. Ficou provado que tentaram armar para tirar meu mandato. Confiávamos na Justiça e foram quase seis meses de calúnia. Agora vou poder continuar exercer meu trabalho”, comemorou.
A investigação, iniciada em novembro de 2016, apontava que Wender Marques, teria utilizado indevidamente de Organizações Não Governamentais (ONGs) para a divulgação da propaganda eleitoral dele. Além disso, o MPF alegou no processo que o político teria abusado do poder político quando foi assessor do ex-vereador e deputado federal Tenente Lúcio, passando a exercer, em 2013, a função de diretor de subvenção da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho, de modo a controlar as subvenções e privilegiar as ONGs por ele fundadas e controladas.
0 comentários:
Postar um comentário