Livro será lançado neste sábado na Praça do Cordel no Centro de Eventos.
A médica Paola Tavares, presidente do Instituto Roda da Vida, entidade sem fins lucrativos que trata pessoas com câncer, lança neste sábado (22), as 14 horas, no Centro de Eventos do Ceará, na Praça do Cordel, o livro “Andei por aí – Narrativas de uma médica em busca da Medicina”. O livro conta em cordel sua trajetória e ilustra, com xilogravuras do artista plástico J.Borges, pacientes que lutaram e lutam contra o câncer, em favor da vida. Um daqueles casos em que mestre e obra se confundem. O lançamento contará com apresentação musical de Paola Tôrres e da Banda Fulô, com participação especial do Mestre de Cultura, Geraldo Amâncio.
Como diz a apresentação do livro, a pesquisa de Paola transcrita para esse livro tem como estudo ela própria, seu modo de agir no mundo, suas visões, quereres, desejos, desafios e superações: uma autoetnopesquisa dos caminhos que percorreu, de seu processo de autoria na construção de sentido da sua medicina.
Paola Tôrres mostra-se à medida que se descobre: médica, é também a menina, do mato, que corria com os índios. Nordestina e internacional. Mulher forte e sensível artista. Paola de várias Torres. “Andei por aí” nos leva com a autora para o sertão de Pernambuco e do Ceará, nos desloca no tempo e no espaço e nos faz revisitar memórias. Nos remete a contextos de sua própria vida e nos convida a participar dessa trajetória.
O Instituto Roda da Vida trata gratuitamente pessoas com o câncer. A instituição não tem fins lucrativos e recebe pacientes vindos dos hospitais de referência do Estado para introduzir na vida deles a importância da força interior, da meditação e da Medicina Integrativa no combate à doença.
Paola Torres trabalha há 25 anos com pacientes com câncer. Ao observar que seus pacientes precisavam de alguma coisa além do tratamento oncológico convencional, começou a estudar práticas que poderiam complementar a quimioterapia e radioterapia, pois, segundo ela, faltava ao tratamento uma outra abordagem. “O câncer é uma doença que coloca o ser humano num ponto muito preciso de fragilidade. Quando alguém tem um diagnóstico desses, a primeira coisa que vem a cabeça é: ‘Eu vou morrer!’, pelo menos esse é o discurso de todos os pacientes que atendi”, diz.
0 comentários:
Postar um comentário