Presidente da Amepi avaliou a decisão da justiça como deprimente para a categoria. Ele declarou que os policiais vão cobrar mais segurança.
O presidente da Associação dos Oficiais Militares do Piauí (Amepi), coronel Carlos Pinho, lamentou a soltura dos três suspeitos de matar o sargento Carlos Alberto Inácio de Abreu. O oficial avaliou a decisão da justiça como deprimente não somente para os policiais, como também para a sociedade. Segundo a Associação de Cabos e Soldados do Piaui (Abece), de 2015 até março deste ano, 19 policiais militares foram assassinados.
"Isto que aconteceu é a materialização da impunidade. As instituições atuando em desinteresse da comunidade. Não sei até que ponto vamos chegar com os valores invertidos. Os policiais militares são atacados e mortos, como foi neste caso. É um ataque também ao estado e a sua principal linha de defesa aos atos criminosos, que é a polícia", declarou.
Nessa quarta-feira (12), a juíza de direito Andrea Parente Lobão Veras, da Vara Única da Comarca de Altos, decretou a revogação da prisão preventiva dos três suspeitos. Na decisão, a magistrada defendeu que os denunciados reúnem as condições necessárias para obtenção da liberdade provisória, sem registro deantecedentes criminais e residência fixa. "Apesar de denunciados por crime de furto, trata-se de delito por natureza cometido sem violência", escreveu na decisão.
Para Carlos Pinho, as instituições públicas precisam mudar de postura para não aumentar a quantidade de vítimas da violência. Ele frisou que os próprios policiais não aceitarão calados ser vitimados em praça pública e vão comprar mais segurança da coorporação.
"Essa cultura de tratar o acusado do delito como vítima da sociedade e os direitos dele é assegurado pelo sistema é ultrapassado. Essa postura pode ser maléfica para a sociedade. Precisamos que a lei seja cumprida. Por que quando se mata um policial se banaliza isso? Se coloca como normal?", pontuou.
Segundo o representante da Amepi, os acusados de matar policiais são aplaudidos ao chegar no sistema prisional pelo crime que cometeram. Enquanto isso, a justiça silencia e as instituições públicas se comportamento de forma inerte.
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