terça-feira, 18 de abril de 2017

Oito policiais acusados de chacina em Fortaleza têm prisão revogada e irão a júri popular

Com o fim das investigações contra oito policiais, a Justiça entendeu que não há motivo para manter a prisão.

Um colegiado de juízes decidiu que oito policiais militares acusados de envolvimento na chacina da Messejana – massacre que resultou na morte de 11 pessoas em novembro de 2015 – irão a júri popular. A decisão revogou também a prisão preventiva de oito policiais.

No total, 44 policiais são suspeitos de participação na chacina, e o processo contra eles foi dividido em três para acelerar o andamento do caso, conforme o Fórum Clóvis Beviláqua. A decisão relativa aos outros 36 policiais aguarda as etapas de apresentação da defesa dos acusados.

Segundo o Tribunal de Justiça, a prisão dos policiais era mantida para evitar que os policiais atrapalhassem investigações ou intimidassem testemunhas de acusação. Com o fim da etapa de investigação, o Colegiado de Juízes da 1ª Vara do Júri entendeu que não há mais motivo para mantê-los em presídio.

Mesmo com a revogação da prisão, os policiais têm restrições de liberdade e não podem se aproximar das testemunhas envolvidas no caso.

Os 11 assassinatos ocorreram entre a noite do dia 11 de novembro e a madrugada do dia 12 de 2015, nos bairros Curió, Alagadiço Novo, Messejana e São Miguel. Além das mortes, outras sete pessoas ficaram feridas.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), das vítimas fatais, apenas duas respondiam por crimes de menor gravidade, sendo um por acidente de trânsito e o outro por falta de pagamento de pensão alimentícia. Quatro pessoas entre os mortos eram adolescentes com menos 18 anos; outros três têm entre 18 e 19 anos de idade. Uma outra homem tinha 41 anos e foi morto dentro de um comércio.

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