quarta-feira, 5 de abril de 2017

Policiais federais fazem ato no Amapá contra a reforma da Previdência

PEC 287 pode suspender aposentadoria especial, segundo a categoria. Protesto ocorreu nesta quarta-feira (5) em Macapá e Oiapoque.

Ato em Macapá reuniu trabalhadores de todos os cargos da carreira policial (Foto: Jéssica Alves/G1)Ato em Macapá reuniu trabalhadores de todos os cargos da carreira policial (Foto: Jéssica Alves/G1)

Ato em Macapá reuniu trabalhadores de todos os cargos da carreira policial (Foto: Jéssica Alves/G1)

Policiais federais do Amapá realizaram na manhã desta quarta-feira (5) um protesto nas cidades de Macapá e Oiapoque, contra a PEC 287, que propõe a reforma da Previdência. A proposta pretende mudar critérios da aposentadoria dos policiais, reclamou a organização do movimento. Cerca de 120 policiais participaram do ato.

Com a proposta da Reforma da Previdência Social, policiais homens e mulheres se igualam com idade mínima de 65 anos e tempo de contribuição mínima de 25 anos para a aposentadoria. Para receber o salário integral pela atividade prestada, porém, é necessário trabalhar 49 anos, assim como é previsto para os demais trabalhadores.

George Valcácio, presidente do Sindicato da Policia Federal no Amapá (Foto: Jéssica Alves/G1)George Valcácio, presidente do Sindicato da Policia Federal no Amapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

George Valcácio, presidente do Sindicato da Policia Federal no Amapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

O manifesto ocorreu em todo o país, informou o presidente do Sindicato da Policia Federal no Amapá, George Valcácio. Segundo ele, a proposta enviada pelo executivo, e em tramitação na Câmara dos Deputados, coloca em risco a aposentadoria especial dos profissionais, porque acaba com o status de "atividade de risco".

"Entendemos que isso é um grande erro, porque colocar os policiais na regra de trabalhador comum, que deve cumprir 49 anos de serviço, prejudica a segurança pública. Na prática, os policiais só poderão se aposentar depois dos 70 anos, o que é inviável para a realização dos serviços", disse.

O ato na capital aconteceu em frente ao prédio da Polícia Federal, na Zona Norte, e reuniu trabalhadores de todos os cargos da carreira policial, como agentes, peritos, delegados, escrivães e papiloscopistas. Para a delegada de polícia Tainah Almeida, o projeto para reforma que trata da aposentadoria para a corporação vai contra o benefício dos trabalhadores.

Tainah Almeida, delegada da Polícia Federal no Amapá (Foto: Jéssica Alves/G1)Tainah Almeida, delegada da Polícia Federal no Amapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

Tainah Almeida, delegada da Polícia Federal no Amapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

"O policial inicia carreira em média aos 25 anos e a expectativa de vida gira em torno dos 58 anos, devido aos fatores de risco, estresse, entre outros. Ou seja, essa reforma não tem como ser aprovada, porque nossa média de vida é bem menor em relação aos demais trabalhadores", enfatizou.

Segundo o sindicato, está sendo debatida pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) a possibilidade de a categoria entrar em greve por tempo indeterminado, caso o texto da PEC não seja alterado.

"Isso tudo vai depender do andamento da proposta que está em tramitação. No dia 18 está programada uma caranava em Brasília, com a participação de representantes de todos os estados. Caso a proposta não seja alterada, poderemos, sim, entrar em greve por tempo indeterminado", ressaltou Valcácio.

Cartazes foram colocados em frente a sede da Polícia Federal em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)Cartazes foram colocados em frente a sede da Polícia Federal em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

Cartazes foram colocados em frente a sede da Polícia Federal em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

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