Ato em defesa da Amazônia acontece na orla de Macapá, neste sábado (2) (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Macapá sedia neste sábado (2) um ato contra as medidas tomadas pelo Governo Federal para exinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), que abrange áreas do Sul do Amapá e Norte do Pará. A mobilização tem apresentações culturais de artistas locais e estão previstos pronunciamentos de políticos.
A programação começou por volta das 18h, na orla da cidade, às margens do rio Amazonas. Entre as atrações estão contadores de histórias, poetas e músicos regionais. Povos indígenas de aldeias como a Waijãpi e as do Complexo do Tumucumaque, e extrativistas que atuam na área da Renca também participam do ato.
índios Waijãpi apresentaram danças de guerra (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Vinte e cinco guerreiros da tribo Waijãpi apresentaram danças típicas de guerra durante o ato. O professor Kaitona Waijãpi, que mora na aldeia que fica no município de Pedra Branca do Amapari, falou que os índios quiseram mostrar a insatisfação quanto a liberação de exploração mineral no Amapá.
“Nossa luta é grande. Somos defensores da natureza, por isso que os guerreiros vieram aqui. Precisamos nos unir para ter força e defender a Amazônia para futuras gerações. Querem diminuir as terras indígenas e nós não aceitamos, porque nossa sobrevivência vem da natureza. E isso não vamos deixar, vamos até o fim”, falou Kaitona Waijãpi.
Tiago Ribeiro e a esposa Vanda Lúcia Cunha participaram do Ato (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
O sociólogo Tiago Ribeiro, de 65 anos, e a esposa, Vanda Lúcia Cunha, não são a favor da extinção da reserva, porque acreditam que oportuniza exploração de outras riquezas da floresta.
“Nós somos contra polir a Amazônia com a extinção da Renca. Vão levar nossa riqueza e não deixarão nada além da miséria e de problemas sociais. Nós temos exemplos aqui no Amapá do que acontece com a mineração, que não é só exploração de minério, mas vão explorar madeira e outras riquezas”, comentou Ribeiro.
Ato teve apresentações de artistas locais como Paulinho Bastos (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Extinção da Renca
Criada em 1984 e localizada entre os estados do Amapá e do Pará, a Renca tem mais de 4 milhões de hectares, aproximadamente o tamanho da Dinamarca. A área, que fica na divisa entre o Sul e Sudoeste do Amapá com o Noroeste do Pará, tem potencial para exploração de ouro e outros minerais, como ferro, manganês e tântalo.
Ele revogou a primeira norma, porém manteve a decisão de extinguir a Renca e liberar a exploração mineral em parte da área. A medida foi suspensa pela Justiça Federal na quarta-feira (30).
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O magistrado da Justiça Federal no Distrito Federal (DF), que determinou a suspensão do decreto, analisou a medida que tinha sido extinta pelo governo. No entanto, por ter estendido a aplicação para qualquer decreto “sucessor”, a decisão também se aplica às regras vigentes.
Indígenas de diversas aldeias do Amapá participaram do ato (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Ato em defesa da Amazônia acontece na orla de Macapá, neste sábado (2) (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
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