A greve por tempo indeterminado dos servidores da Prefeitura de Uberaba começou com um ato na porta do Centro Administrativo. A mobilização começou no início da tarde desta sexta-feira (7). Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), Luís Carlos dos Santos, a pauta de reivindicações contem 18 itens e o movimento foi decidido no início da semana, durante assembleia geral da categoira. Em nota, a Prefeitura informou que respeita o direito a greve, bem como dos servidores que optarem por continuar trabalhando.
Estão paralisados os servidores da administração direta, indireta e autárquica, exceto os do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau). De acordo com o sindicato, na última terça-feira (4), a diretoria comunicou, oficialmente, a Prefeitura da decisão da categoria de entrar em greve por melhores salários e condições de trabalho.
“Os serviços e atividades essenciais serão mantidos, considerando 1/3 dos servidores lotados nessas áreas. O objetivo não é prejudicar o atendimento à população”, explicou Luís Carlos.
O SSPMU informou que ingressou com uma ação declaratória de legalidade da greve, junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), para assegurar o direito ao funcionalismo. Luís diz que o sindicato tentou negociar a pauta de reivindicações com a Prefeitura durante o primeiro trimestre deste ano.
Nela, os sindicalistas solicitam reajuste de 23% nos salários, sendo 5% de aumento real mais a variação da inflação de 2015 e 2016, que totalizou 18,15%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Pedem ainda que o tíquete alimentação passe de R$ 500 para R$ 620, entre outras demandas.
Segundo o SSPMU, o Governo Municipal mostrou-se irredutível, respondendo com 0% de reajuste nos salários e tíquete, bem como no atendimento de outros itens que têm custo. Conforme Luís Carlos, no período entre 2015 e 2017, a inflação devorou quase 1/5 do salário dos servidores. “Não restou outra alternativa à categoria, senão fazer greve. Espero que os servidores juntem-se ao movimento que visa ao benefício de todos”, acrescentou.
Luís Carlos ressaltou que a entidade segue aberta ao diálogo com o Governo Municipal, postura adotada desde o início da gestão. O dirigente sindical garante que, da parte da Diretoria do SSPMU, as negociações não estão fechadas.
Negociação com os servidores
Por e-mail, a Prefeitura informou que as negociações vem acontecendo ao longo do mês de março e início de abril. A última reunião ocorreu na última segunda-feira (3). O Executivo ainda ressalta que pontuou o que seria possível atender da pauta de reivindicação da categoria, e o que não seria possível neste momento, garantindo que as negociações continuariam pois o diálogo está aberto com o SSPMU.
"Faremos uma avaliação do atendimento à população ao final do dia, mas, até o momento, não nos foi relatado nenhum problema. Todos os secretários estão atentos e acompanhando esta questão. A Prefeitura respeita o direito a greve, bem como dos servidores que optarem por continuar trabalhando, bem como não medirá esforços para que a população continue sendo atendida da melhor forma possível", diz trecho da nota.
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