terça-feira, 11 de abril de 2017

TCU analisa desvios de recursos federais por quadrilha que fraudava licitações

Segundo o Gaeco, esquema de cartel desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Oito empresários foram presos e cinco estão foragidos.

Segundo o secretário de controle externo do TCU no Piauí, Luís Emílio Passos, a partir de agora o objetivo é identificar quais os programas atingidos e que condutas irregulares foram praticadas, para que o órgão possa fazer as punições e sanções de forma célere e com rigor. A Operação Escamoteamento foi deflagrada na sexta-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que cumpriu 96 mandados judiciais no Piauí e Ceará.

"São recursos que a União repassa aos municípios para executar ações de educação, saúde e outras áreas e que nessa operação conseguiu se identificar que estão sendo desviados, evitando que chegue ao seu destino final que é o atendimento as pessoas. Além das sanções, nós esperamos ressarcir o erário e de fato destinar os recursos corretamente", explicou o secretário.

Luís Emílio Passos lembrou que uma das medidas para recuperar os valores desviados foi a busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, indisponibilidade de bens e móveis e imóveis e sequestro de automóveis de luxo dos empresários envolvidos. Ele lembrou que as 16 empresas fantasmas formavam um cartel para fraudar licitações públicas nas prefeituras do Piauí, Maranhão e Ceará.

"Eram empresas atuam na construção civil, locação de veículos, prestação de serviços. Elas ganham a licitação e não executava porque o objetivo era o desvio de recursos", destacou.

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Rômulo Cordão, servidores públicos e empresários estariam envolvidos no esquema, que desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Ao todo, oito empresários foram presos preventivamente e cinco continuam foragidos.

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